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segunda-feira, 29 de junho de 2020

A narração de dados ajuda a tomada de decisão

por Stéfano Carnevalli

Na grande missão da Ciência de Dados, a narração de dados têm se destacado como um elemento importante que ajuda a tomada de decisão, transformando informações complexas em algo mais simples de compreensão. Quanto mais a comunicação das informações são compreendidas pelo público-alvo, mais a sua tomada de decisão se torna ágil e assertiva.



No livro “Data Science (The MIT Press Essential Knowledge series)” os autores John D. Kelleher e Brendan Tierney reforçam que o objetivo da ciência de dados é melhorar a tomada de decisões através da análise de dados. Dessa forma as análises e os insights têm um grande potencial de transformar negócios e a maneira como os decisores interagem com eles. 
Embora há uma certeza que o processo de tomada de decisão precisa ser cada vez mais com base em dados, há muitos profissionais que ainda preferem seguir sua intuição. E não estão totalmente errados, pois quando fazem isso, significa que não conseguiram perceber o valor ou confiança nos dados.
A Análise de Dados precisa ter fontes confiáveis e serem apresentadas. Esse conjunto organizado e planejado aumentará a confiança e credibilidade para as pessoas tomarem decisões com base em dados. E uma narrativa em torno dos dados ampliará ainda mais a sua compreensão nesse mundo veloz e de rápidas decisões. 

O desafio de todo potencial da análise de dados está relacionado às pessoas. Enquanto há uma expansão de cientistas de dados e especialistas em big data, há uma demanda ainda pouco explorada de profissionais com competências para planejar a narrativa de dados e comunicar de forma eficaz. Contar uma história combinando palavras e números será a próxima fronteira no complexo mundo da análise de dados.
Quando analisamos o número de pessoas que acessam determinado conteúdo em um vídeo, o primeiro impulso é a quantificação, quantas pessoas assistiram. Porém  é insuficiente para tomar uma decisão em replicar mais ou menos conteúdos do mesmo tipo. Para responder essa perguntas temos que analisar outros dados  obtidos que podem explicar o por quê daquelas pessoas terem assistido aquele conteúdo. 
Contar a história desses dados ajuda o tomador de decisão a compreender as informações e ter mais confiança nos dados. Sim tomada de decisão envolve também confiança nos dados e no apresentador!






segunda-feira, 15 de junho de 2020


Resultados e imagens do lançamento do Livro Lean Six Sigma


Lean Six Sigma: 

Iniciativas para a Melhoria Contínua em  Operações e Serviços


Publicado pela Global South Press (USA – 2020).

Organizado por Robisom Damasceno Calado, PHD
.

Com os seguintes autores e co-autores:

Alexandre Beraldi; Alexandre L. de Souza; Ana Carolina Léo; Ana Cristina Miyazaki da Conceição; Ana Paula B. Sobral; André Alves Ribeiro; André Celso Scatolin; Angela Maria Alves; Antonio Batocchio; Camilla Oliveira; Carlos Alberto Chaves; Cássio Almeida; Celso da Costa Carrer; Cícero Vasconcelos Ferreira Lobo; Cleide de Marco Pereira; Clenio F. Salviano; Cristiane Hottz; Cristóvão Silva; Daniel Carelli; Denis Rosa; Diogo Leão; Emanuel Isaac dos Santos; Fabio Eduardo Hukai; Felipe Araujo Calarge; Fernando Tobal Berssaneti; Flavio S. Machado; Fredjoger Mendes; Guilherme Silva da Rosa; Gustavo Jorge Martins de Aguiar; Gustavo R.Lima; Igor Farah Bersot; Izabelle Oliveira; Jéssica Alves Justo Mendes; Jessika Nascimento Gil de Moura; João Conceição; Lívia Coelho; Luiz Antônio de Oliveira Chaves; Marcelle Paraiso; Marco Aurélio Reis dos Santos; Maria Helena Teixeira da Silva; Maria Vaz; Mariana N. V. Nacif; Mateus. Carvalho Amaral; Natanael B. da Silva; Osvaldo Quelhas; Paulo J. A. Vaz; Raphael Pereira Scudino Borges; Roberta Dalvo Pereira da Conceição; Robisom D. Calado; Sandra Elisabeth; Sílvia Rocha; Stela Maris Coelho; Susilei Aparecida Ferreira de Alvarenga; Thiago Bittencourt Leite; Vanessa End de Oliveira; Vitor Eduardo Martins; Warley Gomes.

 Evento

O evento aconteceu dia 5 de junho de 2020, de forma online, com a participação de mais de 100 pessoas de várias localidades do Brasil.

Programação:



  • Abertura – Prof. Robisom Calado
  • Prof. Carlos Alberto Chaves – Aplicação do projeto Lean Kaizen em uma empresa de pequeno porte: Um estudo de Caso
  • Prof. Carlos Alberto Chaves – Mapeamento do Fluxo de Valor no processo de usinagem de cilindros de laminação de uma usina siderúrgica: Um estudo de caso
  • Prof. Felipe Araújo Calarge – Aplicações da Ferramenta de Gerenciamento de Riscos FMEA no Método de projeto Axiomático
  • Prof. Fredjorger Mendes – Utilização da abordagem DMAICS com foco na redução de não conformidades nos processos de inspeção e reparo de tubos e acessórios -Um Estudo de Caso em uma Empresa do Setor de Óleo e Gás
  • Prof. Clenio Salviano – Metodologias Lean Mindset e CERTICS para desenvolvimento e inovação tecnológica de software.
  • Sandra Elisabeth – Lean Startup: Como Indústrias estão Desenvolvendo Produtos Inovadores utilizando Metodologia Aplicada em Startups do Vale do Silício.
  • Natanael Santos – Evidências da Indústria 4.0 no ambiente Lean Hospitalidade
  • Alexandre Beraldi – Avaliação de unidade de saúde recorrendo à metodologia Baldrige e Lesat: um caso de estudo de um hospital da região de Macaé -RJ
  • Sobre a publicação do livro “Lean Six Sigma” – Prof. Robisom Calado


Carta…

Lean Six Sigma: 

Iniciativas para a Melhoria Contínua em  Operações e Serviços


Neste livro você encontrará bons casos, relacionados as aplicações de ferramentas e métodos do “Lean Six Sigma: Iniciativas para a Melhoria Contínua em Operações e Serviços”, onde se destacam os seguintes assuntos:
  • Lean Hospitalidade e as tecnologias da indústria 4.0
  • Gestão Visual e a Gestão Integrada de Indicadores
  • Lean Startup e Model Canvas
  • Método DMAIC e as ferramentas de gestão da qualidade
  • Downtime: Aumento do Tempo de Agregação de Valor
  • Gestão do On Time Delivery
  • Eficácia com Mapeamento de Fluxo de Valor
  • Impressão 3D e o aumento da Disponibilidade
  • ABC/XYZ e na Gestão do Estoque
  • BIM e Lean Construction
  • Lean Kaizen
  • Mapeamento do Fluxo de Valor em Usina
  • Teoria Grey System e a Previsão da Demanda
  • Lean Six Sigma no Turismo
  • Modelo mental Lean Mindset e a CERTICS
  • Impacto das Iniciativas Lean
  • Lean e a Readequação do Fluxo de Faturamento
  • Lean Thinking em Suprimentos
  • Impactos da Aplicação do Six Sigma
  • Gerenciamento de Riscos, FMEA e o Projeto Axiomático
  • Auto diagnóstico e os indicadores BALDRIGE e LESAT
Os experientes autores não tiveram a pretensão de esgotar a discussão sobre as ferramentas e métodos Lean Six Sigma, mas apresenta-se uma contribuição, com exemplos de aplicações das abordagens de melhoria contínua, Lean Six Sigma. Aqui temos casos, e pretendemos continuar colaborando com a disseminação da abordagem Lean Six Sigma e demonstra casos reais de resolução de problemas e melhoria de processos das empresas.
Graças aos notáveis pesquisadores e profissionais com experiência em Lean Six Sigma, nós publicamos recentemente outros livros na área de operações e serviços. Destaca-se duas obras “Lean Six Sigma Na Indústria de Óleo e Gás: Aplicações e Boas Práticas” e “Lean na Prática”, e podem ser adquiridas pelo site da amazon.
Desejamos a todos um ótimo evento e leitura!
Prof. Dr. Robisom D. Calado
robisomcalado@id.uff.br
Laboratório Design Thinking, Gestão e Engenharia Industrial
Instituto de Ciência e Tecnologia – ICT
Universidade Federal Fluminense – UFF

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Evento de lançamento do livro Lean Six Sigma: Iniciativas para a Melhoria Contínua em Operações e Serviços

Por Sýndreams Aceleradora


  • Data: 05 de junho de 2020
  • Horário: 14h00 – 16h00
  • Local: Online.
  • Inscrições gratuitas: Clique aqui.
  • Bônus: Inscreva-se e receba o e-book em primeira mão, gratuitamente no dia do evento.



                         

Lean Six Sigma: Iniciativas para a Melhoria Contínua em Operações e Serviços, novo livro organizado por Robisom Damasceno Calado, PHD, conta com a participação de mais de 60 autores e terá lançamento internacional, online, na próxima sexta-feira dia 05 de junho as 14h00.

Sandra Elisabeth, mentora da Sýndreams Aceleradora e professora da Universidade São Francisco, escreveu junto com o professor Celso Carrer, PHD o Capítulo 2. Lean Startup: Como Indústrias estão Desenvolvendo Produtos Inovadores Utilizando Metodologia Aplicada em Startups do Vale do Silício.

Os experientes autores não tiveram a pretensão de esgotar a discussão sobre as ferramentas e métodos Lean Six Sigma, mas apresentar uma contribuição, com exemplos de aplicações das abordagens de melhoria contínua, Lean Startup e Lean Six Sigma.

O livro apresenta casos reais de resolução de problemas e melhoria de processos das empresas e pretende continuar colaborando com a disseminação da abordagem Lean Six Sigma.

Graças aos notáveis pesquisadores e profissionais com experiência em Lean Six Sigma, foi publicado recentemente outros livros na área de operações e serviços.

Destaca-se duas obras “Lean Six Sigma Na Indústria de Óleo e Gás: Aplicações e Boas Práticas” e “Lean na Prática” que podem ser adquiridos na Amazon.

Um ótimo evento á todos!

terça-feira, 26 de maio de 2020

Economia Criativa e inovação na Indústria

por Stéfano Carnevalli

A Economia Criativa engloba setores como Moda, Software, Artes, Design, Música entre outros que potencializam o capital intelectual como fonte de criatividade para gerar valor econômico.

Os profissionais desse setor reforçam a importância na multidisciplinaridade das equipes para gerar inovação industrial.


A importância desses setores foram citados publicamente em 1983 no Reino Unido em discurso da primeira-ministra Margaret Thatcher: “reconhecemos que o investimento nas áreas de tecnologia e criatividade serão fundamentais para o crescimento econômico do Reino Unido.” Em 1994, na Austrália, o então primeiro-ministro Paul Keating lançou a política pública de estímulo à área cultural: “Creative Nation” onde foram destinados US$ 250 milhões em financiamento adicional às instituições culturais.

Podemos conceituar Economia Criativa como descrito pelo pesquisador e autor John Howkins “Economia criativa são atividade nas quais resultam em indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando seu valor econômico” (2012). São negócios desenvolvidos a partir da criatividade  que geram valor econômico.

A UNESCO em seu relatório de 2018 identificou que a Economia Criativa movimenta mais de 2,25 bilhões de dólares por ano. Os destaques são a China, EUA, França e Itália que respondem pela a maior parte do volume de exportações globais dos setores criativos.

Inovação na Indústria

Em estratégias de Governo e Politicas Públicas, investir em setores de Economia Criativa provocam um crescimento exponencial em outros setores da economia com energia, agronegócio, biotecnologia e principalmente em inovação para Indústria. Que podem também contribuir com o aumento de exportações.

Temos acompanhado esse movimento de crescimento exponencial nos últimos dez anos principalmente nos setores de Tecnologia de Informação e Cinema. Grandes produções cinematográficas impulsionadas por artistas, cenógrafos, designers e desenvolvedores de software, trouxeram ao público técnicas e tecnologias que estão sendo hoje aplicadas na indústria, como por exemplo os ambientes de treinamento em realidade virtual.



Quando observamos as frentes de pesquisa e implementos da Indústria 4.0, percebemos que os profissionais dos setores criativos estão atuando para seu desenvolvimento acelerado. Essas novas tecnologias operadas por profissionais de setores criativos promovem inovações no ambiente da indústria que vão desde processos, produção, novos materiais e novos produtos.

Tecnologias que envolvem a Indústria 4.0

Uma visão importante é que as indústrias que contratam e trazem para suas equipes profissionais dos setores criativos estão ganhando velocidade exponencial em suas inovações e identificando novos mercados. Mudam sua forma de pensar, agregando seus conhecimentos com novas descobertas e aprendizados. Profissionais de setores criativos conseguem identificar mais rapidamente as necessidades e desejos dos potenciais clientes. Esse é o caminho para inovar. Inovação com foco no cliente.

Um caminho para iniciar pode ser criar conselhos criativos ou mesmo investir e se aproximar de startups que tenham essas características. Além de engenheiros, técnicos e administradores, a indústria das próximas décadas serão aquelas que reúnem em sua equipe desenvolvedores de software, designers, comunicadores, artistas e até músicos. 

No mundo atual e futuro, o Desenvolvimento Econômico e social está relacionado diretamente com investimento nos setores criativos.


Indicação de Leitura - Relatório publicado pela British Council e SEBRAE em 2018
A ECONOMIA CRIATIVA BRASILEIRA




quinta-feira, 30 de abril de 2020

Podcast sobre Data Storytelling

Por Sýndreams

Desta vez, foi nosso mentor e diretor Stéfano Carnevalli que gravou um Podcast sobre Data Storytelling para a ação USF at Home da Universidade São Francisco.

Ele foi entrevistado por Sandra Elisabeth sobre o que é Data Storytelling e como contar a história dos dados.

Esta ação da Universidade São Francisco tem como objetivo levar informação e conhecimento aos alunos, ex-alunos e toda comunidade que segue a USF nas redes sociais.

Confira a seguir o o podcast:



sexta-feira, 24 de abril de 2020

Podcast sobre Indústria 4.0

Por Sýndreams

Nossa mentora e diretora Sandra Elisabeth gravou um Podcast sobre Indústria 4.0 para a ação USF at Home da Universidade São Francisco.

Esta ação tem como objetivo levar informação e conhecimento aos alunos, ex-alunos e toda comunidade que segue a USF nas redes sociais.

Confira a seguir o que ela disse sobre Indústria 4.0:


segunda-feira, 20 de abril de 2020

Como ler o Business Model Canvas

Por Sandra Elisabeth

Já perdi as contas do número de empreendedores e empresários que me perguntaram “porque” o Business Model Canvas é preenchido de trás para frente ou da direita para esquerda.
E após nove semanas discutindo como se preenche o Canvas e deixando dicas para facilitar o entendimento da ferramenta, achei importante apresentar como se faz a leitura do documento Business Model Canvas e explicar os motivos da maneira como o escrevemos.

Todos sabem que o coração do Modelo de Negócios Canvas é o Cliente; e que é a partir do conhecimento dos desejos (proposta de valor) deste que se desenvolve um produto e serviço inovador.

Ora, se o empreendimento deve ser criado para atender o Cliente, é necessário primeiro conhece-lo, e por isso começamos preencher o Canvas do lado direito, onde se encontra o quadrante de clientes.

E daí surge a pergunta: “Porque o quadrante Clientes não fica do lado esquerdo do Canvas?”

E a resposta está na forma como leremos o documento depois dele escrito.

Perceba que o Business Model Canvas é uma ferramenta administrativa e gerencial que tem como objetivo auxiliar o empreendedor a desenvolver seu Modelo de Negócio, complementando o documento do Plano Estratégico. Sendo assim, após finalizado o preenchimento da ferramenta, o que está escrito nela se torna um documento e por isso precisará ser lido com alguma lógica!

Então, vamos ao que interessa: Como ler o Business Model Canvas!

Observe o gráfico a seguir:

O empreendedor deve começar o empreendimento buscando os Parceiros Chaves e apresentando o negócio para eles, fechando as parcerias e alinhando com estes as expectativas do trabalho a ser realizado.

Depois, o empreendedor precisa simultaneamente realizar as Atividades Chaves e obter os Recursos necessários para produzir e entregar o produto ou serviço aos seus clientes. Neste caso um não é mais importante do que o outro! Ambos precisam ocorrer em conjunto.

Quando as Atividades são realizadas com os Recursos disponíveis, a Proposta de Valor do cliente começa a ser atendida, já que a empresa está produzindo os produtos e serviços desejados pelos clientes.

Tudo isto gera Custos, e a empresa precisa estar preparada e conhecer quais são os custos que terá para tirar sua ideia do papel e fazer a empresa acontecer.

Com os produtos e serviços mínimos viáveis prontos, é hora de começar a realizar as vendas, utilizando os Canais e mantendo o Relacionamento com os Clientes. Aqui também será realizado tudo simultaneamente, a final assim que o cliente realiza a primeira compra a startup precisa começar a se relacionar com este para idealizá-lo.

E durante o processo de vendas, ouvir o Cliente e rever se estamos compreendendo ele corretamente será muito importante para decidir a necessidade ou não de Pivotar o negócio…

E claro que as vendas e o bom atendimento aos clientes irá trazer Receitas que sustentarão a empresa, fazendo o ciclo construir – medir – aprender continuar.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Trilha Business Model Canvas: Estrutura de Custos

Por Sandra Elisabeth

E chegamos ao final do Business Model Canvas! É hora de levantar as principais fontes de custos que o empreendimento terá!



No Canvas, não é necessário levantar os preços das estruturas, mas sim os itens que geraram os custos da empresa. E claro que no planejamento final é obrigatório saber os custos de cada um deles.

Dividindo em partes, primeiro se insere as estruturas de custos, ou seja, o que tirará recursos financeiros da empresa.

Esta fase é bem simples, basta seguir a seguinte equação:

Onde:
  • Recursos Chaves: são os itens que a empresa deve ter para produzir os produtos e serviços. Geralmente estes recursos podem ser comprados (máquinas e equipamentos), alugados (prédio; sala da empresa) ou recorrentes (Internet, telefone, energia).
  • Atividades Chaves: são todas as ações que o empreendedor deverá fazer para transformar a ideia em realidade. Atividades de vendas, por exemplo, geram custos de visita (combustível, material de papelaria). Atividades produtivas geram custos de mão de obra e treinamento. E assim por diante.
  • Parceiros Chaves: são as pessoas, empresas e entidades que auxiliam o empreendedor a aumentarem suas vendas. Alguns parceiros, como entidades de classe tem mensalidade, que se soma a Estrutura de Custos. Porém, participar delas pode reduzir alguns Custos, como o de visitas de apresentação, de treinamento e capacitação, entre outros, dependendo da área de atuação da empresa e a entidade que o representa. E por isto somamos os custos que as parcerias poderão gerar e subtraímos os custos que poderão reduzir.
Outros custos podem estar escondidos nos quadrantes de Canais e Relacionamento com o Cliente.


Por isso é importante revisar os quadrantes do Canvas se perguntando se os itens inseridos nos quadrantes geram algum custo.

Se a resposta for sim, gera custo! será necessário primeiro identificar se o item é uma Atividade Chave ou Recurso Chave antes de inserir na Estrutura de Custo.

Este passo é importante para o empreendedor verificar se o que está inserido nos Canais e Relacionamento com Cliente realmente é “C H A V E” para o negócio. E se for, é necessário estar descrito corretamente no Canvas.

E claro se não estiver em nenhum dos quadrantes do Business Model Canvas NUNCA aparecerá na Estrutura de Custos.

Não vale inserir na Estrutura de Custos e depois colocar nas Atividades Chaves, por exemplo, só para afirmar que é importante!

A ideia do Canvas é ter os itens principais listados e elencados em um único documento!

Como o Business Model Canvas é a ferramenta utilizada como base para o desenvolvimento do Produto Mínimo Viável é preciso que este seja elaborado com o pensamento no “mínimo viável para se tirar a ideia do papel”.

Assim, se a fachada do prédio não interferir na proposta de valor do cliente, a reforma da fachada não é uma Atividade Chave e muito menos fará parte da Estrutura de Custos.

Caso o empreendedor deseje fazer a reforma da fachada mesmo assim, ele pode, porém não irá aparecer no Canvas por se tratar de algo que não impacta no resultado do negócio.

Agora, se a fachada é importante para o Cliente e gera Valor Real, a reforma da fachada passa a ser Atividade Chave e, portanto fará parte da Estrutura de Custos.

Perceba que o Business Model Canvas está amarrado ao Cliente e à Proposta de Valor do Cliente!

E o momento de preencher a Estrutura de Custos é a hora da revisão do documento como um todo.

Pronto! Canvas finalizado. Agora é só colocar em prática tudo o que você escreveu.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Trilha Business Model Canvas: Parceiros Chaves

Por Sandra Elisabeth

Antes de qualquer coisa, é preciso diferenciar fornecedor de parceiro.

De acordo com o dicionário Michaelis, fornecedor significa:

1 Que ou aquele que fornece algo. 
2 Que ou aquele que fornece produtos ou bens de consumo com regularidade a alguém. 
3 Que ou o que fornece ou produz.

Já, de acordo com o mesmo dicionário, parceiro significa:

1 O que está em parceria por interesse comum, geralmente em negócios; cúmplice, sócio.

No dia a dia é comum escutar que é necessário transformar o fornecedor em parceiro, fazendo com que ele entenda o que a empresa precisa e oferecer os produtos e serviços com a qualidade esperada, no tempo certo, etc.

Ora, o que se espera de um fornecedor é que ele atenda a qualidade, os prazos, as normas, independente de qualquer outro fator.

E se um fornecedor é muito importante para um negócio, no Business Model Canvas devemos inserir este fornecedor em Recursos Chaves! Mesmo porque este fornecedor irá cobrar valores monetários do que está sendo entregue, o que é um recurso.

O parceiro chave é aquele que ajuda o empreendedor a ganhar dinheiro, ou seja, auxilia na ampliação do número de clientes ou ainda na redução de custos. Se trata do network que ajuda a fazer o modelo de negócio ser mais eficaz.

Foto de Smartworks Coworking
Vai além das relações de “fazer” e “comprar”; envolvendo a colaboração em atividades de promoção que podem beneficiar ambas as partes.

Os principais motivos para uma empresa ter Parcerias são:


Os riscos de uma parceria mal feita são grandes, por isso alguns cuidados são importantes, tais como:
  1. Teste de compatibilidade: as instituições que estão procurando oportunidade de se associar têm, entre si, plena compatibilidade de princípios, de valores, de cultura, de estratégias, de modus operandi, de rapidez de resposta e de porte?
  2. Teste de mercado: a associação pretendida aumentaria significativamente a competitividade das empresas no mercado?  Ficará mais competitiva aos olhos do mercado?
  3. Teste da empatia: há um canal de comunicação franco, sincero, rápido, flexível e efetivo nos mais altos níveis de cada instituição, para tratamento e solução rápida e satisfatória dos problemas operacionais inevitáveis, que acabam ocorrendo em qualquer parceria duradoura?
  4. Teste da interdependência: a parceria vai “amarrar” pelo menos uma das partes de maneira inaceitável e constrangedora, de tal forma que ela perca totalmente sua autonomia? Ou ela ainda terá́ condições de continuar operando, com certo grau de independência, ao menos em algumas áreas combinadas? Nesse caso, a redução natural dos graus de liberdade provocados pela associação está explicita e é aceita formalmente por ambos os pretendentes?
Para operar em rede ou em parceria é necessário buscar as melhores em suas respectivas classes; manter o foco nas competências básicas de cada uma e operar como se fosse uma seleção olímpica.

Foto Klara Kulikova
Lembrando que:
  • A rede deve ser mais forte e mais competitiva do que a simples soma dos resultados das ações de cada instituição individualmente (sinergia positiva);
  • É preciso cooperar dentro da rede para poder competir externamente;
  • As redes precisam ser administradas adequadamente para tratamento de eventuais dificuldades operacionais que inevitavelmente surgem no dia-a-dia.
Reforçando que sinergia é o resultado global obtido com uma ação combinada ou concomitante de dois ou mais fatores diferentes do somatório dos resultados que se obteriam com o resultado da ação isolada de cada um dos fatores.


Esse “algo mais” que se obtém pelo resultado de ações combinadas é chamado de sinergia positiva. Porém vale dizer, desde já́, que o tal “algo mais” pode, em determinadas situações, tornar-se “algo menos”, que, nesse caso, é chamada de sinergia negativa.

Um parceiro é aquele que acrescenta valor em sua empresa ou negócio! Ambos irão ganhar algo com a aproximação.

Por exemplo, nos modelos de negócios B2B indicamos como parceiros importantes as entidades de classe, como FIESP, CIESP e Associações Comerciais, pois englobam uma grande quantidade de outros empresários e negócios que podem auxiliar no crescimento do empreendimento.

A pergunta principal que se reponde no quadrante dos Parceiros Chaves é: “Quem são nossos parceiros e provedores fundamentais?”. Com isto respondido finalizamos o oitavo passo de preenchimento do Business Model Canvas.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Trilha Business Model Canvas: Atividades Chaves

Por Sandra Elisabeth

As “Atividades Chaves” referem-se ao que devemos Saber e ao que devemos Fazer para que a proposta de valor seja entregue ao cliente.

Para quem está iniciando o seu empreendimento as ações principais estão relacionadas as vendas e a gestão de entregas do produto e serviço que está produzindo.


Dentro da ação de vendas estão: planejar as vendas, procurar indicações de novos clientes, realizar as visitas de vendas, preparar as informações e apresentações de vendas para o site e redes sociais, elaborar texto para superar objeções de compra, entre outros.

Já relacionado á gestão de entregas, podemos citar redigir e enviar os pedidos, controlar as devoluções, administrar os problemas de entrega e ainda localizar pedidos extraviados. É claro que nenhum empreendedor deseja que alguns destes problemas aconteçam, porém é importante saber que estas atividades são chaves em qualquer empreendimento.

Antes de começar a operação de fabricação e vendas é necessário que o empreendedor teste as máquinas e equipamentos da empresa, supervisione a instalação de tudo na empresa e treine os colaboradores. Não se esquecendo de após a empresa estar em pleno funcionamento é necessário ainda supervisionar os reparos e realizar as manutenções preventivas e corretivas.


Algumas atividades administrativas também são essenciais a qualquer empreendimento, tais como manter o relacionamento com o cliente, de acordo com o previsto Canvas, controlar o crédito dos clientes, realizar as cobranças, fazer o pagamento das contas, emissão de notas fiscais, pagamento de colaboradores e controles contábeis da empresa.

Após a inserção das atividades comuns a todos os negócios, é importante que o empreendedor insira as ações que são exclusivas de seu empreendimento, de acordo com o Canvas.


Para isto, é necessário analisar os itens presentes nos seguintes quadrantes do Canvas: Proposta de Valor; Canais; Relacionamento com Clientes e Fontes de Receitas.

Se na proposta de valor o cliente irá comprar um produto é importante definir nas Atividades Chaves se a empresa irá produzir ou comprar de terceiros.

Para a empresa que for produzir, é importantes constar como atividade a produção do produto, bem como a gestão de qualidade deste. Se resolver comprar de terceiros, a ação será realizar as compras seguindo um padrão de qualidade definido pela empresa, ou seja, definir o padrão de qualidade aceito passa a ser uma atividade importante.

Caso as vendas ocorram também de maneira online, acompanhar as vendas e manter o site atualizado passa a ser uma atividade chave!

Em serviços especializados, como os de engenharia, medicina, gastronomia, moda, etc. em que o conhecimento técnico seja importante para o atendimento da proposta de valor, deve-se considerar também manter-se atualizado como uma atividade chave!

Estas ações, atividades, tarefas que são inseridas no Canvas devem ser as mais importantes, as que não podem deixar de serem feitas sob nenhuma hipótese.

Em resumo, este campo do Canvas, Atividade Chave, é uma lista do que o empreendedor precisa saber e fazer para tirar a ideia do papel!

segunda-feira, 23 de março de 2020

Trilha Business Model Canvas: Recursos Chaves

Por Sandra Elisabeth

Há algo muito interessante no “Mundo do Empreendedorismo”: acreditar que é necessário uma grande quantidade de dinheiro para se começar um negócio.



Efetivamente esta crença é uma falácia, já que nem sempre ou quase nunca ter dinheiro é sinônimo de empreendimento bem sucedido!

Este pensamento está ligado ao fato de muitos acreditarem que todos os negócios precisam de um prédio grande, de uma sala para diretoria, de uma mesa de reuniões, de cadeiras presidentes, de recepção, de telefonista, de cozinha, de estacionamento, muitas máquinas e equipamentos para produção em escala, etc.

Porém, nem sempre é necessário todos estes recursos!

E por isso, no Business Model Canvas tratamos dos Recursos Chaves, ou seja, o que realmente é necessário, obrigatório a empresa TER para ATENDER os VALORES dos CLIENTES.




Para isto, o primeiro passo é rever a Proposta de Valor que foi inserida no Canvas, se perguntando em cada item disposto:
  • Preciso de uma máquina ou equipamento específico para atender a proposta de valor?
  • Preciso de mão de obra especializada para atender a proposta de valor?
  • Existe alguma matéria prima muito específica e cara que é necessário para atender a proposta de valor?
  • Quais matérias primas são necessárias para atender a proposta de valor?
Após responder individualmente, para cada Valor do Cliente, é necessário olhar no geral da empresa quais itens (coisas) a empresa precisa ter para existir:
  • O cliente irá exigir Nota Fiscal desde a primeira compra?
  • O produto ou serviço oferecido possuí CNAE que exige inscrição de algum órgão, como Anvisa, por exemplo?
  • O produto ou serviço oferecido possuí CNAE que exige autorização de funcionamento de alguma autarquia, como Cetesb, por exemplo?
  • O cliente deseja se locomover até a empresa, prefere fazer tudo online ou ainda é o empreendedor que precisa ir até o cliente?
  • O produto e serviço oferecido depende de Internet?
  • As compras do cliente serão realizadas em lojas físicas ou online?
  • Qual a forma de relacionamento aceitável pelo seu cliente?
  • Quais as formas de pagamento que o cliente deseja ter à disposição.
As respostas destas perguntas auxiliam o empreendedor na compreensão do que efetivamente ele precisa para colocar o empreendimento para funcionar.

Por exemplo, se o cliente vai exigir a NF desde a primeira compra a empresa precisa ter CNPJ ativo para começar a vender. Portanto, CNPJ é um Recurso Chave.

Caso o produto ou serviço vendido ofereça risco ao meio ambiente, será necessário a autorização da CETESB, então, CETESB é um Recurso Chave.

Se o cliente não irá até a empresa ou as vendas serão online, espaço físico NÃO É um recurso chave! E se espaço físico não é recurso chave, tudo o que vem com ele também deixa de ser: mesa, cadeira, armário, cozinha, estacionamento, etc.

Para o Produto Mínimo Viável prefira sempre a terceirização de uma parte da produção, para reduzir os custos fixos e os investimentos iniciais na compra de máquinas, equipamentos e matéria prima.

Entendo que a conta geralmente mostra que se a empresa vender 1000 unidades/dia e produzir por conta própria irá ter uma lucratividade maior.

Porém, quando se trata de startup, a venda de 1000 unidades/dia pode demorar para chegar e portanto o faturamento inicial poderá não pagar os investimentos feitos ou ainda pior, o cliente não se interessa pelo produto ou serviço oferecido, deixando o empreendedor com muito prejuízo.

É importante ressaltar que há quatro tipos de recursos:


A grande parte dos empreendimentos precisará de um misto destes recursos.

Friso ainda que neste momento o empreendedor deverá listar o que precisa para fazer o empreendimento acontecer! Depois pensaremos em como conseguir os recursos chaves. Alerta de Spoiler: trabalhar com parceiros chaves pode reduzir o custo do investimento inicial.

Esta parte do Canvas é, ao meu ver, a mais importante, porque baliza o tamanho do investimento versus a oportunidade de ganhos e se bem elaborada, ajuda a definir o valuation do empreendimento.