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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mercado e poder de barganha

Por Sandra Elisabeth

De quem é o poder de barganha hoje?

Alguns vão responder que o poder de barganha é do cliente, outros dirão que está na mão das empresas distribuidoras de produtos (grandes magazines, atacados, etc). Eu diria que depende!


Em uma pesquisa recente (que estou finalizando para um artigo acadêmico e que em breve compartilharei na integra), percebi que quando se trata de produto ou serviço commoditie, sem nenhuma diferenciação, o poder de barganha está na mão das empresas distribuidoras, ou seja, elas ditam para a indústria o que produzir, como produzir, data de entrega e quando a indústria comete alguma falha é penalizada com multas astronômicas.

Isto é comum acontecer no setor têxtil e de confecções, no setor de alimentos, no de autopeças e de peças para reposição e em muitos outros. Quem é da indústria, sabe bem do que estou falando!

Porém, percebi que quando se trata de produtos ou serviços diferenciados ou inovadores os papeis mudam! O consumidor final “exige” que o distribuidor tenha aquele determinado produto, daquela determinada marca. E quando o distribuidor (atacado ou varejo) não tem o que o cliente quer, ele vai procurar em outro lugar, até encontrar!


Nas pesquisas encontrei casos de indústrias que inicialmente não conseguiram colocar seu produto em um determinado ponto de venda (atacado ou varejo) devido à contratos complexos de serem cumpridos (quantidade de produtos, datas, etc) e que com o passar do tempo e a pressão dos consumidores finais, recebeu o pedido deste mesmo ponto de venda, agora com um contrato negociável, nas condições que a indústria conseguia atender. Isto aconteceu, porque o distribuidor começou a perder clientes! Estes iam até o estabelecimento e não encontravam a marca que desejavam e se recusavam a comprar outro produto.

A indústria em questão tem um produto inovador e com alto grau de diferenciação, praticamente sem concorrentes no mercado, por isso o poder de barganha está dividido entre ela e seus consumidores finais – “espremendo” o distribuidor.

Isto mostra que nós, no nosso dia a dia, queremos comprar produtos inovadores, diferentes e que não nos importamos em andar mais para fazer a compra. Mesmo porque, a maior parte destes produtos também é vendida na Internet.

Ficamos mais exigentes, sabemos o que esperar de cada item que compramos, e nos tornamos fiéis a marcas que realmente agregam valor ao nosso dia a dia.

Em contrapartida, tudo o que acreditamos que não agrega valor, é sem diferencial ou inovação, perdemos a fidelidade de marca e nos serve sempre o “mais barato”.


Isto significa que as empresas que quiserem aumentar seu poder de barganha devem estar próximas dos clientes, compreender o que eles realmente precisam e inovar constantemente. Só assim se manterão no mercado e serão lembrados por suas marcas.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Sýndreams participa do DemoDay MobiLab SP

Aconteceu no dia 4 de agosto o o 1º Demo Day MobiLab, evento para apresentar as soluções desenvolvidas pelas startups aos investidores com a participação de autoridades públicas, empresários do setor e mídia especializada. 


A Sýndreams foi convidada pelo Secretário Municipal de Inovação e Tecnologia da cidade de São Paulo, Daniel Annenberg, para participar e conhecer as startups Residentes do Programa MobiLab.

Representando a Sýndreams,
Stéfano Carnevalli e Sandra Elisabeth.
Nesta primeira edição participaram as startups residentes do Programa Residência MobiLab que estavam com seu produto qualificado para ser apresentado ao ecossistema, com objetivo de atrair investimentos e novos clientes.

Em sua fala Daniel Annenberg, secretário de Inovação e Tecnologia, o Demo Day MobiLab vai ao encontro da filosofia da nova gestão, que é inserir São Paulo entre os dez principais hubs de startups do mundo. “Eventos como o Demo Day permitem a inserção da Prefeitura neste ecossistema e fazem com que a sociedade inove e renove sua relação com a cidade”. O secretário de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, destacou: “Os finalistas honraram esse espaço, apresentaram soluções que já têm contribuído para a melhoria da mobilidade urbana. Dinâmicas como esta estimulam a visão arrojada para inovar em escala na cidade”.

Na foto os secretários municipais de São Paulo, Aline Cardoso (trabalho e empreendedorismo) Daniel Anneberger (inovação e tecnologia) e Sérgio Avelleda (transporte e mobilidade)
As cinco startups finalistas apresentaram os Pitchs e foram avaliados por uma banca que selecionou a vencedora e o destaque.

Logbee: plataforma de logística urbana, focada em entregas na grande São Paulo


SafeTruck: sistema de prevenção de acidentes viários que auxilia o motorista durante a condução, reduzindo a possibilidade de acidentes



Scipopulis: desenvolvimento de algoritmos e ferramentas de visualização de dados para ajudar cidadãos, gestores e operadores de transporte público



Woole: aplicativo colaborativo para ciclistas que calcula rotas personalizadas e mapeia locais de interesse



ClickFretado: plataforma online que centraliza todas as excursões em uma única página de busca para facilitar a organização de vans e ônibus fretados para eventos.


A Scipopulis, focada em cidades inteligentes, foi a grande vencedora e recebeu uma viagem a China, que inclui visita técnica à startup de mobilidade Didi Chuxing e participação no Fórum Brasil-China Challenge, que acontece no início de setembro. O prêmio foi oferecido pela 99. Além de levar um maravilhoso trófeu feito pelo Fab Lab Livre SP, em impressora 3D e a laser.

O prêmio Startup Destaque ficou com a Woole, aplicativo cujo propósito é facilitar o uso de bicicleta como meio de transporte na cidade. O app conta com um sistema de navegação para ciclistas com opções de rotas rápidas, seguras, ou planas além de bicicletários e oficinas. Como premiação, uma viagem patrocinada pela Airbnb a São Francisco (EUA) para participar da Conferência TechCrunch, considerado o maior evento de startups do mundo.

Para os representantes da Sýndreams participar do evento permitiu conhecer mais sobre o programa MobiLab e também identificar possíveis startups para o programa de aceleração. 

Mais informações:






terça-feira, 1 de agosto de 2017

O que esperar do livro Planejamento estratégico lean: lean startup no Brasil

Por Sýndreams

Recentemente, nossa mentora Sandra Elisabeth lançou seu 2º livro, intitulado “Planejamento estratégico lean: lean startup no Brasil”, já disponível para compra na Amazon.

Batemos um papo com os autores Sandra Elisabeth e Robisom Calado sobre o livro e vejam só que eles disseram:

Calado e Sandra Elisabeth - autores do livro
Com este livro não esperamos apenas que as empresas recebam um grande investimento e que todos os negócios se transformem no "próximo Facebook."

Na verdade, esperamos que o método apresentado possa minimizar ao máximo os riscos do próprio empreendedor em seu projeto. Ou seja, tentamos provar se a ideia original será viável ou não. Se ela tem mercado e qual e o amanho real dele!

Cada Startup que já passou por este processo teve seu sucesso particular. Algumas chegaram a conclusão que o investimento pessoal de tempo e recurso não valeria a pena pelos resultados que atingiriam. Outras perceberam que tinham grande potencial de crescimento, mas não de escala; ou seja, tem um ótimo faturamento, suficiente para os sócios e para manter o negócio, mas que não será a "pupila dos olhos" de grandes investidores.

E também ha quem desistiu antes mesmo de começar, por nas primeiras analises perceber que o mercado não estaria disposto a comprar a solução proposta, não da forma original! Seria necessário focar a oportunidade e desenhar outra solução para ela, o que alguns empreendedores acharam difícil de ser feito.

Assim, no final de tudo, este método já auxiliou empreendedores a evitarem utilizar todo o recurso de investimento que tinham, possibilitando a todos a chance de pivotar seus produtos/serviços e reiniciar o processo de validação de mercado; ou mesmo de utilizar este recurso para se estabelecer no mercado e continuar com um crescimento sustentável da empresa.

Desejo a todos muito sucesso e muito trabalho! Vamos lá, use o modelo proposto e teste sua ideia você também!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sýndreams é selecionada para programa Startup Indústria da ABDI

por redação e 

A Sýndreams Aceleradora de startups e empresas, com sede em Sta Bárbara d´Oeste-SP, é uma das selecionadas para atuar como Instituição de Apoio no Programa Startup Industria promovido pela ABDI.

A iniciativa da ABDI, que é ligada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), tem como objetivo causar um impacto positivo nas indústrias e abrir mercado para as startups. O programa investirá mais de R$ 50 milhões, nos próximos três anos, na promoção do ambiente de negócios entre startups e indústrias, com foco na integração digital da cadeia de valor dos produtos industriais, por meio das startups.

São seis fases no total. A primeira fase selecionou 100 startups, 10 industrias e 17 instituições de apoio para a próxima etapa que é o matchmaking, quando os primeiros grupos de trabalho são formados.

O presidente da ABDI, Guto Ferreira, explica que o Startup Indústria nasceu em um contexto de construção colaborativa, com base nas metodologias de startups, pautadas pela agilidade, cooperação e pensamento lean. "O Conexão Startup Indústria é o maior marco do governo federal na busca por conectar a nova geração tecnológica, representada pelas startups, com a indústria nacional. É uma mostra de que a ABDI pode e deve dar a direção estratégica para este novo caminho do setor produtivo brasileiro”, ressaltou Ferreira, ao comemorar a divulgação do ranking das selecionadas, “composta por representantes de peso do ecossistema da inovação no país”.

Das cem startups, as indústrias vão selecionar quatro startups cada de acordo com suas demandas (problemas tecnológicos ou que elas têm em alguma parte do seu negócio) e as instituições de apoio escolhem as empresas nascentes que têm interesse de se conectar e apoiar.

Depois de firmadas as parcerias, as empresas nascentes serão premiadas. Cada uma das 40 startups escolhidas pelas companhias receberá até R$ 200 mil, sendo R$ 80 mil da ABDI e investimento das instituições de apoio.

Na sequência entra a 3ª fase do Startup Indústria, chama de Prova de Conceito. Os empreendedores começam a parte prática, desenvolvendo seus produtos/serviços e as instituições vão ajudar como faz tradicionalmente, com mentorias e apoio em questões jurídicas e gerenciais, por exemplo.

Pela Sýndreams, a coordenação será feita por Stéfano Carnevalli, que já trabalhou no CIESP e SENAC-SP e têm grande experiência com industria e inovação em modelos de negócios. "As Instituição de Apoio vão auxiliar o desenvolvimento do projeto entre a Industria e a Startup. Faremos uma atuação de mentoria as startups e conexão com possíveis investidores", reforça Stéfano Carnevalli .

"As startups selecionadas já estão em operação e com demandas reais das industrias, passam a ter uma atratividade maior para investidores anjo ou mesmo fundos de investimento. É um programa importante e com certeza vai movimentar a economia do país. Estou empolgado com o desafio." finaliza Stéfano Carnevalli.

Mais informações:

Sýndreams www.syndreams.com.br

ABDI www.abdi.com.br

Programa Startup Industria www.startupindustria.com.br/