Páginas

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Qualidade: o que é? O que significa?

Por Sandra Elisabeth

Foto de Raquel Martinez

Recentemente tive uma conversa interessante com um grupo sobre qualidade!

Comecei perguntando: o que é qualidade? E tive como resposta uma expressão de “tela azul”!

Todos temos a sensação de que sabemos o que é qualidade, afinal “qualidade é qualidade”! Mas será que qualidade para mim é a mesma coisa de qualidade para você?

Quando pensamos em “qualidade na empresa” precisamos nos atentar que a qualidade é entregue para o cliente, ou seja, seu cliente é quem defini o que é qualidade para ele, mediante o uso do produto ou serviço!

Por exemplo, para os apaixonados por carro, um carro com qualidade talvez seja o que possua força, velocidade, boa arrancada e designer moderno; para uma empresa que precisa adquirir um carro para equipe de vendas um carro de qualidade é aquele que gasta pouco combustível, é flex e dá pouca ou nenhuma manutenção e se der é barato!

Para alguns autores qualidade ainda pode ser entendida como:

       Não possuir defeitos,
       Oposto à variabilidade,
       Relação custo-benefício,
       Atendimento às expectativas do cliente,
       Conformidade às exigências e especificações,
       Menor perda que um produto causa à sociedade.

E a definição de qualidade muda com o tempo, o que era no passado não vale mais para o presente! Isto, principalmente, por que qualidade atende as expectativas do cliente e estes estão mudando rapidamente!

Então, para uma empresa definir se seu produto ou serviço tem qualidade ela precisa primeiro saber o que faz seu público-alvo dizer que algo atende suas expectativas e só depois conceituar ‘qualidade’ para os produtos da empresa.


Foto de rawpixel
Em resumo: o conceito de qualidade poderia ser “algo que depende da expectativa do cliente frente ao produto ou serviço comprado”, desta forma escuto o cliente, garanto a qualidade e o mais importante fidelizo o cliente, já que o atendi plenamente!


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Termina dia 20 de novembro a Chamada para Aceleração de Startups da Sýndreams

Por Sýndreams Aceleradora


Empreendedores com negócios nas áreas de Inovação Industrial, Economia Criativa e Agronegócios lembrem-se que a chamada para startups participarem do processo de aceleração da Syndreams Aceleradora termina dia 20 de novembro.



Os critérios de avaliação são:

·         Ter inovação no produto, serviço ou modelo de negócio.
·         A startup precisa obrigatoriamente ter CNPJ com endereço em qualquer cidade do Brasil;
·         Principal executivo deve constar no contrato social da startup;
·         Ter o produto ou serviço (MVP) em comercialização (vendas);
·         Preencher Pesquisa Emory University
·         Envio de Apresentação Pitch (pdf) até dia 20/11/18 contendo:
o    Informações sobre oportunidades do mercado de atuação da startup;
o    Modelo de negócio (Canvas);
o    Possuir equipe ou sócios com conhecimentos e habilidades complementares;
o    Faturamento total dos últimos 9 meses (acumulado de janeiro/2018 à setembro/2018);
o    Justificar a necessidade de investimento total x utilização do recurso.

As startups selecionadas terão o acompanhamento e mentorias de 12 meses, incluindo:
·         Metodologia desenvolvida por Sandra Elisabeth e Robisom Calado, publicado em livro pela Global South Press(EUA): “Planejamento Estratégico Lean (Lean Startup no Brasil)”;
·         Relatório Valuation da startup;
·         Análise com os empreendedores do perfil de investimento que buscam para a startup;
·         Acompanhamento e reunião com investidores. As negociações de investimento e equity (participação na startup) serão acordadas entre investidor e startup;
·         A Sýndreams durante a aceleração retem 12% do faturamento da startup no período. A Sýndreams não fica com equity (participação societária) da startup.
* o investimento financeiro dependerá das métricas de resultados e necessidades da startup. E do relatório de due diligenceque será feito na startup pelo investidor.

As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

Dúvidas devem ser encaminhadas para criativa@syndreams.com.br

terça-feira, 30 de outubro de 2018

E falando de empoderamento feminino…

Por Sandra Elisabeth


Para os que me conhecem de perto sabem que não sou das que defendem cotas para mulheres e muito menos daquelas que “queimam o sutiã” em forma de protesto! Sou daquelas que defende os direitos iguais e que as mulheres sejam reconhecidas por suas capacidades, habilidades e competências!

Acredito que cada uma de nós pode conquistar o que deseja trabalhando e se esforçando para tal, como qualquer pessoa!

Foto de rawpixel
Agora, o que não pode acontecer, de maneira alguma, é alguém tentar nos dizer o que devemos ou não fazer, quem devemos ser, o que temos que vestir, como falar, como se comportar, etc. Isto é mais do que ser missógino (para quem não sabe o que é: missógino significa ter ÓDIO DE MULHERES); é querer diminuir a importância histórica da mulher e reduzir a pó as pequenas conquistas que tivemos.

Empoderar uma mulher não é dar a esta uma chance maior, uma possibilidade extra! É ela poder ser quem é, como é! E por ser desta forma conquistar seu lugar no Mundo.

Não queremos caridade, queremos os mesmos direitos e o mesmo respeito! Porque quando os homens ficam tomando cerveja em um sábado à tarde em um posto de combustível são apenas amigos conversando e quando a mulher faz o mesmo é taxada de “biscate” ou de estar “indo atrás de homem”?

E se estiver, qual o problema? Porque os homens podem “sair para caçar” e as mulheres não?

Me lembro que no Brasil o seriado “Sex in the City” causou o maior rebuliço, justamente por que mostrava quatro mulheres independentes, que gostavam de se relacionar com outras pessoas, que tinham sonhos, que tinham desejos, tanto quanto qualquer outro ser humano.

Empoderar uma mulher não é dizer o que ela pode ou não fazer! É não dizer nada e deixar que ela escolha o que acredita ser melhor para ela! Eu, particularmente, prefiro ser mulher independente, daquelas que não perguntam se podem ou não fazer algo. Tenho amigas que não veem a hora de se casar e poder apenas tomar conta dos filhos!

E qual o problema? Cada uma de nós sabe exatamente o que é melhor para si!

Caminhamos muito até aqui, e hoje podemos nos sentir empoderadas, podemos ser quem quisermos ser, sem dar explicações para ninguém. Espero que possamos usufruir de pelo menos mais quatro anos assim, sem sermos taxadas de incompetentes ou sermos ameaçadas de estupro apenas por acreditar em coisas diferentes das demais pessoas!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Syndreams abre chamada para processo de aceleração

Por Sýndreams Aceleradora

A Syndreams abre inscrições para as startups que desejam participar de seu programa de aceleração em 2019.

A inscrição para os interessados iniciou dia 20/10/2018 e vai até 08/11/2018.


Os critérios de avaliação são:

  • Ter inovação no produto, serviço ou modelo de negócio.
  • A startup precisa obrigatoriamente ter CNPJ com endereço em qualquer cidade do Brasil;
  • Principal executivo deve constar no contrato social da startup;
  • Ter o produto ou serviço (MVP) em comercialização (vendas);
  • Preencher Pesquisa Emory University
  • Envio de Apresentação Pitch (pdf) até dia 20/11/18 contendo:
    • Informações sobre oportunidades do mercado de atuação da startup;
    • Modelo de negócio (Canvas);
    • Possuir equipe ou sócios com conhecimentos e habilidades complementares;
    • Faturamento total dos últimos 9 meses (acumulado de janeiro/2018 à setembro/2018);
    • Justificar a necessidade de investimento total x utilização do recurso.

As startups selecionadas terão o acompanhamento e mentorias de 12 meses, incluindo:
  • Metodologia desenvolvida por Sandra Elisabeth e Robisom Calado, publicado em livro pela Global South Press(EUA): “Planejamento Estratégico Lean (Lean Startup no Brasil)”;
  • Relatório Valuation da startup;
  • Análise com os empreendedores do perfil de investimento que buscam para a startup;
  • Acompanhamento e reunião com investidores. As negociações de investimento e equity (participação na startup) serão acordadas entre investidor e startup;
  • A Sýndreams durante a aceleração retem 12% do faturamento da startup no período. A Sýndreams não fica com equity (participação societária) da startup.
* o investimento financeiro dependerá das métricas de resultados e necessidades da startup. E do relatório de due diligenceque será feito na startup para o investidor.

As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

Dúvidas devem ser encaminhadas para criativa@syndreams.com.br

terça-feira, 16 de outubro de 2018

O eCommerce para empreender. Parte II

Por Nivaldo Silva - Parceiro da Sýndreams Aceleradora


Dando continuidade ao artigo anterior, o qual apresentei as vantagens de vender online, neste vamos detalhar um pouco os processos envolvidos em um negócio online.
Na última palestra que assisti, o pessoal da B2W reforçou que no Brasil 5% das vendas são realizadas no ecommerce, nos EUA são 12 % e 20% na China, isso mostra o potencial que existe no mercado.
Uma vez estabelecida a plataforma que será comercializado os produtos, é importante desenvolver ao mesmo tempo os seguintes pontos.
Fornecedores – é muito importante ter uma parceria boa com os fabricantes ou distribuidores que consigam atender de maneira rápida, em primeiro momento é ideal trabalhar com fornecedores os quais tenha contato, que já conheça o mercado. Quando o negócio estiver já desenvolvido, pode-se buscar outros fornecedores que não seja do ramo que tenha muito conhecimento. É válido utilizar o network para desenvolver estas parcerias, principalmente os que estiverem próximos da sua cidade, o que facilita a muito o dia a dia. Recomendo visitar feiras setoriais para conhecer novos fornecedores.
Transportadora e correios – o principal agente de transporte no Brasil é a empresa Correios, um contrato com uma agencia franqueada pode ajudar muito o seu negócio, no entanto, alguns produtos não são entregues por eles devido tamanho, peso ou outra especificação, sendo assim, as transportadoras são a solução para o envio das mercadorias vendidas. Temos na região de campinas as principais transportadoras, o que precisa se observar é se ela entrega em todo o Brasil ou apenas em alguma região, se possui código de rastreio, se ela disponibiliza cotação online, finalmente como é realizada a migração com plataformas de ecommerce, algumas ainda não possuem essa opção, o que dificulta muito o dia a dia.
Equipe – como toda empresa, o ecommerce necessita muito do fator humano, as pessoas que trabalham farão toda diferença para o sucesso do negócio. No início pode ser somente o próprio empreendedor, quando as vendas aumentarem será necessário uma equipe, com isso vem toda as exigências trabalhistas e de liderança. Na questão trabalhista o escritório contábil pode ajudar muito, já no âmbito de liderança é de extrema importância o próprio dono do negócio e passar o seu ritmo de trabalho para a equipe.
Site – o visual do site é a vitrine do ecommerce, o cliente utiliza das informações que estão ali contidas para tomar a decisão de compra ou não. Vários especialistas aconselham seguir alguns sites como referência para ter como exemplo a ser seguido na sua loja online. Aqui cabe a analise se terá o apoio de uma agencia de publicidade ou um profissional interno com experiencia nesta área.
Local de trabalho – ter um ecommerce necessita ter um espaço para trabalhar, no início pode ser na própria casa, ou em uma sala comercial de pequeno porte, muitos ecommerce necessitam ter em estoque os principais produtos que vendem, para isso é importante o armazenamento correto dos produtos, o que será difícil conseguir crescer se continuar home office.
Ainda temos muito a discutir sobre eCommerce, nos próximos artigos aprofundaremos outros temas relacionados a anúncios de produtos e aos marketplaces.
Fiquem com Deus e até mais.

Um abraço.

Nivaldo J Silva, diretor do CIESP de Santa Bárbara d´Oeste,
diretor do e-Commerce www.LuGuicommerce.com.br
Blog: EmpreenderEsuperar.blogspot.com.br/

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Incubadora José João Sans realiza “Café com Informação” e tem palestra de Stéfano Carnevalli

Por Sýndreams

Na última semana de setembro aconteceu o “Café com Informação” na Incubadora José João Sans de Sta. Bárbara D’Oeste e contou com a participação de Stéfano Carnevalli como palestrante.


Stéfano Carnevalli
O tema da palestra foi “Tendências e Oportunidades da Indústria 4.0” e teve a presença de incubados, graduados e parceiros da Incubadora.

O Café com Informação acontece uma vez por mês na Incubadora José João Sans e tem como objetivo fomentar o desenvolvimento dos empreendedores incubados e apresentar a eles as tendências da Indústria 4.0.

Empreendedores na Incubadora
Vários insiths foram apresentados para os empreendedores, exemplos de cases de sucesso e sugestões de o que e como fazer para acompanhar estas tendências.

No final do evento, todos foram convidados para um café da manhã com muito networking.

Empreendedores na Incubadora



terça-feira, 2 de outubro de 2018

Sýndreams Aceleradora participa da Semana de Tecnologia SENAI Mogi Guaçu

Por Sýndreams Aceleradora

O mês de setembro foi bem movimentado para os mentores da Sýndreams Aceleradora. Foram pelo menos 3 grandes eventos onde nossos mentores participaram como palestrantes, levando informações e tirando dúvidas de empreendedores.

O último evento aconteceu dia 21 de setembro no SENAI de Mogi Guaçu, onde Stéfano Carnevalli realizou a palestra “ Aceleradora, Startups e Investimento Anjo”, encerrando a Semana Tecnológica do SENAI.

Stéfano Carnevalli
A maior dúvida dos alunos era referente os impactos da Indústria 4.0 nas empresas e claro quais as oportunidades que serão geradas no futuro e para os empreendedores.

O tema central da Semana Tecnológica do SENAI de Mogi Guaçu foi Indústria 4.0 e teve como atividades:



O evento foi destinado aos alunos e docentes do SENAI, com o objetivo de aprimorar a formação acadêmica e profissional.

Alunos SENAI

Alunos SENAI



terça-feira, 25 de setembro de 2018

Stéfano Carnevalli realiza palestra na Semana de Administração da Universidade São Francisco - Cambuí

Por Sýndreams Aceleradora


No último dia 19 de setembro, Stéfano Carnevalli, mentor e diretor da Sýndreams Aceleradora realizou a palestra “ Aceleradora, Startups e Investimento Anjo” na Universidade São Franscisco, fazendo o encerramento das comemorações do mês do administrador na universidade.

Stéfano Carnevalli durante a palestra na USF - Cambuí
Durante a palestra, Stéfano Carnevalli frizou as diferenças entre aceleradoras e incubadoras e também o que uma startup precisa ter para ser interessante para um investidor-anjo.

O tema da semana de administração da Universidade São Francisco foi  "Administração em Movimento" e aconteceu entre os dias 17 e 19 de setembro.


Stéfano Carnevalli comentando sobre as oportunidades para os
Empreendedores na Indústria 4.0
O evento foi destinado aos alunos e docentes do curso Administração, com o objetivo de aprimorar a formação acadêmica e profissional, possibilitando, aos estudantes oportunidades de fortalecer sua empregabilidade no mercado.


Alunos dos cursos de Administração, Gastronomia e Direito da USF - Cambuí


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Sandra Elisabeth realiza Oficina Gestão da Inovação na Semana de Engenharia da Produção da USF – Unidade SWIFT

Por Sýndreams


No último dia 10 de setembro, Sandra Elisabeth, realizou uma Oficina sobre Gestão da Inovação na Universidade São Francisco em Campinas.

A Oficina de Gestão da Inovação foi apenas uma das oficinas e atividades que os alunos do curso de Engenharia de Produção puderam participar durante a Semana de Engenharia que aconteceu entre 10 e 14 de setembro.

Durante a Oficina Sandra Elisabeth enfatizou a necessidade de se planejar a Inovação dentro da empresa e não deixa-la acontecer por espontaneidade. Como sugestão ela apresentou a Gestão de Inovação de A-F proposta por Trías de Bes e Kotler.

Na sexta-feira a USF preparou uma programação especial para os alunos: um concurso de bandas: o Engebandas - 1º Concurso de bandas, podendo participar qualquer aluno, professor ou funcionário.

O objetivo da Semana de Engenharia foi promover a oportunidade de compartilhamento de experiências e troca de conhecimentos envolvendo alunos, profissionais e interessados em Engenharia de Produção.



terça-feira, 11 de setembro de 2018

Mensagens instantâneas e o Pensamento Lean

Por Sandra Elisabeth


Para iniciar o artigo, vejamos quais são os oito principais desperdícios que o Pensamento Lean aponta:

Foto de Marco Secchi
1. Superprodução: Evitar produzir aquilo que não está vendido

2. Espera: A espera por peças, entrega, tempo ocioso, etc.

3. Transporte desnecessário: Movimentar materiais de um lugar para outro

4. Excesso de processamento: Evitar etapas redundantes no processo

5. Estoque: Ter apenas o mínimo necessário para executar a atividade

6. Desperdício de movimento: Eliminar todo movimento que não agrega valor ao produto ou serviço

7. Defeitos/ retrabalho: Todo erro leva a um retrabalho

8. Criatividade inaproveitada: Reuniões, plano de ação e não fazer a ação.


Quero chamar atenção para o desperdício "4. Excesso de processamento: evitar etapas redundantes no processo" antes de iniciarem a leitura!

É comum as pessoas defenderem as ferramentas de mensagens instantâneas como algo positivo no ambiente de trabalho e principalmente como um meio de receber pedidos de clientes.

Mas como as empresas estão gerenciando estes pedidos de clientes?

Todo pedido recebido via mensagem instantânea é “reproduzido” no sistema da empresa, seja ele de papel (OS – Ordem de Serviço) ou um Software de ERP?


Foto de William Iven
E quantas vezes o cliente faz o pedido por voz e a empresa não entende? E precisa falar mais uma ou duas vezes com o cliente para compreender?

E a quantidade de informação que chega junta e ao mesmo tempo? Já esqueceu algum cliente neste meio?

O estudo do Lean afirma que etapas redundantes no processo, ou seja, recopiar o pedido do cliente para o software da empresa, p.e. é desperdício! Isto porque, somado o tempo gasto com esta atividade repetida quantas horas foram perdidas de trabalho?

Alguém já fez esta conta alguma vez?

Sei que muitos irão defender como sendo a forma que o cliente deseja conversar com a empresa hoje! Porém, com as tecnologias disponíveis já é possível este contato ser feito diretamente entre cliente e empresa sem a necessidade de se “recopiar”, ou seja, ter etapas redundantes no processo.

Minha sugestão: busque tecnologias e softwares que possam auxiliar na melhora da comunicação. Verifique API’s que conversem com os meios de comunicação e com o software da empresa.

Ser produtivo não tem relação com a quantidade de coisas que você faz simultaneamente e sim com a qualidade que é feito!

O Pensamento Lean reforça isto desde 1950. Fica a dica!

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Algumas curiosidades sobre o Lean

Por Sandra Elisabeth


Não é segredo nenhum, e acredito que todos saibam que o Lean Manufactoring foi uma evolução do Sistema Toyota de Produção, que surgiu em meados dos anos 50.

Para compreender o que é o Lean e sua importância no ganho de lucratividade das empresas é importante ressaltar que o Sistema Toyota de Produção (assim chamado porque foi aplicado a primeira vez na fábrica de automóveis da Toyota) surgiu da necessidade de se produzir algo sem a existência prévia de recursos físicos e financeiros.


O Japão estava saindo da Segunda Guerra Mundial, praticamente destruído e sem recurso financeiro, humano e territorial. As pessoas também não tinham recursos econômicos para comprarem. Era necessário fazer a economia do país girar e nada melhor do que a indústria, que contrata e gera emprego iniciar o processo!

Porém, nem mesmo a indústria tinha recursos suficientes para fazer grandes estoques e matéria prima, ter uma fábrica grande cheia de máquinas, equipamentos e muitos funcionários trabalhando. Não existia nem mesmo espaço físico para o modelo ser copiado do que Ford fazia nos Estados Unidos.

E foi neste cenário que Ohno (precursor do Lean) precisou inovar na maneira de pensar e estruturar a linha de produção de Ford. O conceito do fluxo de trabalho era interessante, porém não haveria possibilidade de se haver estoques. Assim, o ideal era fazer uma produção puxada, onde se produziria exatamente o que o cliente desejava, precisava e no preço que ele estava disposto à pagar. Devido a escassez era imprescindível que o produto final tivesse qualidade, já que o retrabalho representaria um custo que a empresa não tinha como arcar naquele momento.

E assim nasce o Lean Manufactoring, de um momento de escassez e dificuldade, onde ser enxuto não era escolha e sim obrigação!

Na economia, algumas teorias afirmam que os países se desenvolvem muito mais na crise do que na abundancia, pois é na dificuldade que conseguimos enxergar saídas “criativas” para o problema em questão.

É claro que o Lean não é única e exclusivamente redução de custos e de desperdícios, é também uma maneira sistemática de se resolver os problemas, padronizando as possibilidades e instituindo métodos para a ação. E como tudo isso é feito por pessoas, as empresas que implementam o Lean em sua totalidade precisam valorizam sua mão de obra, já que são as pessoas que efetivamente colocam o Lean na prática!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Conectar negócios de impacto e investidores ainda é desafio para aceleradoras

Matéria divulgada originalmente em Notícias de Impacto e autorizado reprodução pela Entrepreneur Data

Evento da ANDE em São Paulo com aceleradoras e incubadoras (foto divulgação)

Por
Ana Mathias (ANDE), Rebeca Rocha (ANDE) e Brent Ruth (Emory University)
Esta é uma das seis reflexões do Global Accelerator Learning Initiative (GALI) sobre o cotidiano das aceleradoras no Brasil
Na última década, o setor de aceleração vem crescendo mundialmente. Há cada vez mais organizações focadas em alavancar negócios, estruturar ideias e prepará-las para o mercado. Com o propósito de compreender o impacto que essas organizações podem gerar no setor empreendedor, a Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE) e a Emory University criaram em 2015 o Global Accelerator Learning Initiative (GALI), para analisar globalmente, por meio de dados científicos, o impacto dos programas de aceleração nos negócios.

No Brasil, a aceleração também ganhou força nos últimos anos. Segundo estudo realizado pela ANDE em 2016, a maioria das organizações mapeadas como aceleradoras no Brasil foi fundada a partir de 2010.
Em fevereiro de 2018, a ANDE realizou um evento com 17 aceleradoras, incubadoras e organizações de apoio em São Paulo, como Artemisia, BrazilLab, Impact Hub, Quintessa, Startup Farm e Yunus Social Business. Durante o evento foram apresentados os principais insights do GALI e discutidos temas como gestão de pipeline, seleção, conexão, fundraising e desenvolvimento de capacidades. A partir destas discussões surgiram vários insights sobre o cotidiano, desafios e oportunidades do setor de aceleração.
Os seis principais insights que emergiram da conversa são compartilhados abaixo pelo GALI:
1.   Parcerias são fortemente usadas como estratégia pelas aceleradoras para atrair novos negócios
Além de parcerias com universidades, mídia e investidores para conseguir alcançar novos públicos e atrair novos negócios para seus programas, outras estratégias que funcionaram para as aceleradoras e incubadoras foram mídias digitais e de massa, boa rede de mentores, participação em eventos e associações, tutores dedicados a cada negócio e indicacões. Por outro lado, as aceleradoras destacaram como estratégias que não funcionaram tão bem a utilizacão de plataformas de email marketing para um número pequeno de contatos, a utilizacão de comunicação muito abrangente sem um recorte específico e esperar por atracão orgânica de negócios para as inscrições.
Conforme alguns dados coletados pelo GALI1 de programas de aceleração no mundo todo, 60% dos programas implementam ou realizam programas em parceria com pelo menos uma outra organização. Estes parceiros podem ajudar a atrair negócios e potenciais investidores, ou simplesmente por meio do aumento da qualidade e quantidade de pipelines dos programas.
2.   Apesar da grande disseminação do conceito de aceleração e da cultura empreendedora, atrair negócios que se encaixem com o perfil da aceleradora e que tenham maior maturidade ainda é um desafio
Apesar do importante papel das universidades no estímulo ao empreendedorismo, as incubadoras e aceleradoras ainda têm dificuldades de encontrar negócios com o perfil certo para seus programas. Além disso, as aceleradoras e incubadoras que são focadas em negócios de impacto social2 – destacaram como dificuldade o fato da definicão de impacto muitas vezes não ser clara e ser de difícil apresentação para o mercado.
3.   Critérios claros são fundamentais para a seleção de bons negócios
Dentre as estratégias que as aceleradoras mencionaram como uma boa prática está a criação de um processo de selecão claro, baseado em fases, com critérios e regras bem definidas. Além disso, recomendam realizar entrevistas com o empreendedor e avaliar também a equipe do negócio durante o processo. Estes dados estão de acordo com as tendências internacionais, pois 91% dos programas parceiros do GALI realizam entrevistas como parte de seus processos de seleção. Além disso, uma equipe promissora e de qualidade é o foco do processo de seleção de 29% dos programas analisados.
4.   O uso de plataformas EAD é cada vez mais utilizado para formar empreendedores
Seguindo uma tendência na educação, a utilização de recursos EAD para auxiliar na formação dos empreendedores foi tanto apontada como um recurso já utilizado por algumas aceleradoras, quanto um recurso a ser implementado por outras. A possibilidade de realizar partes dos programas de aceleração de forma remota também é uma tendência global. 87% dos parceiros do GALI incluíam alguma parcela de participação remota. No entanto, programas totalmente remotos não são amplamente utilizados, com apenas 3% dos programas acontecendo desta forma.
Além da utilização de plataformas EAD, outros serviços oferecidos mais citados foram: conexão com mentores, cursos, consultorias, grupos de aprendizagem coletivos, suporte financeiro, mentorias em temas específicos como jurídico e impacto social, reuniões semanais para apoiar os empreendedores em seus desafios, acelerar e apoiar relacões com clientes e fornecedores.
5.   Apesar de ser um diferencial, as aceleradoras ainda encontram dificuldades em conectar negócios e investidores
Apenas 12% dos programas parceiros do GALI globalmente reportaram a conexão entre negócios e investidores como um benefício de seu programa. Esta dificuldade se repete no Brasil, pois apesar de alguns programas de aceleração já oferecem essa oportunidade, os participantes do evento ressaltaram a dificuldade em encontrar o investidor certo para cada negócio, demonstrar o ROI dos negócios para esses investidores e como mensurar seu impacto. Outros desafios estão relacionados à esfera legal brasileira como a falta de leis que incentivem o investimento em novos negócios.
6.   O acompanhamento dos negócios após a aceleração ainda é um desafio
Por fim, quando os negócios terminam o programa de aceleração, fica mais difícil manter as relações com o empreendedor para acompanhar o negócio, seus resultados e impacto. Esse fator dificulta, por exemplo, a mensuração do impacto do programa de aceleração nos negócios que por eles passaram. Globalmente, alguns programas de aceleração encontraram saída para este desafio oferecendo alguns serviços de suporte pós-aceleração com construção de networking e exposicão na mídia. Estes serviços podem facilitar a continuidade do relacionamento com os negócios.
Notas
1 Entre 2016 e 2017, o GALI coletou informações sobre 115 programas de aceleração parceiros no mundo todo, trazendo um panorama das características dos programas de aceleração participantes do projeto. Os dados do GALI mencionados neste texto são fruto desta coleta.
2 “Negócios de Impacto são empreendimentos que têm a missão explícita de gerar impacto socioambiental ao mesmo tempo em que geram resultado financeiro positivo e de forma sustentável” (Forca Tarefa de Finanças sociais, s/d). Segundo o relatório “Avanço das recomendações e reflexões para o fortalecimento das Finanças Sociais e Negócios de Impacto no Brasil”, de 2016, ao menos 10% das incubadoras e aceleradoras do Brasil declararam que os negócios de impacto formam parte importante de seus portfólios e mensuram de alguma forma seu impacto social. Enquanto isso, no cenário global 51% dos programas parceiros do GALI possuem um foco específico em impacto social.
Referências:
Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE). O Panorama das Aceleradoras e Incubadoras no Brasil, 2016. Disponível em https://www.galidata.org/publications/landscape-study-of-accelerators-and-incubators-in-brazil/
Força Tarefa de Finanças Sociais. Avanço das recomendações e reflexões para o fortalecimento das Finanças Sociais e Negócios de Impacto no Brasil, 2016. Disponível em http://ice.org.br/wp- content/uploads/2017/02/Relatorio_2016_FTFS.pdf
Força Tarefa de Finanças Sociais. O que São Negócios de Impacto, s/d. Disponível em https://forcatarefafinancassociais.org.br/o-que-sao-negocios-de-impacto/>
Sobre 
Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE) é uma rede internacional de organizacões que impulsionam o empreendedorismo em mercados emergentes. Nossos membros oferecem serviços críticos de financiamento, capacitação e assistência técnica para “Small & Growing Businesses”, ou apoiam o crescimento do campo como um todo. Acreditamos que essas empresas têm a capacidade de gerar benefícios econômicos, sociais e ambientais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil e de outros países emergentes.
Social Enterprise @ Goizueta é um centro de pesquisa da escola de negócios da Universidade Emory que visa gerar impacto social, fazendo com que os mercados trabalhem para mais pessoas, em mais lugares, de diversas formas, através de pesquisa acadêmica, de programas de trabalho de campo e do engajamento estudantil. As atividades da SE@G buscam entender o que funciona na aceleração de empreendedores em países em desenvolvimento, impulsionam a vitalidade da comunidade em Atlanta por meio do desenvolvimento de micronegócios, aumentando a transparência nos mercados de cafés especiais, fortalecendo as comunidades de cafeicultores e desenvolvendo a próxima geração de líderes de empresas sociais.
Global Accelerator Learning Initiative (GALI), é uma parceria de pesquisa entre a Escola de Negócios Goizueta da Emory University e a Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE). Esta parceria foi formada para estudar o impacto dos programas de aceleração em negócios em estágio inicial. Como parte dessa iniciativa, a Emory gerencia o Programa de Banco de Dados para o Empreendedorismo (EDP), que ajuda as aceleradoras a rastrear o impacto que estão gerando nos negócios que apoiam, enquanto a ANDE opera Global Accelerator Survey que mapeia as aceleradoras pelo mundo, seus diferentes formatos e características.