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terça-feira, 17 de julho de 2018

Quanto custa captar recursos em uma startup?

Por Sandra Elisabeth


Captar recursos é sempre uma tomada de decisão importante na empresa, seja ela uma startup ou uma grande empresa. Sabemos que existem várias possibilidades e fontes de recursos, desde as oferecidas por bancos até a possibilidade de lançar ações na bolsa de valores.

Mas qual a melhor opção? Captar recursos de terceiros ou de investidores?


Foto de rawpixel
Antes de qualquer resposta, é importante ressaltar que ambos possuem vantagens e desvantagens:


Buscar recursos com terceiros exige que a empresa seja organizada financeiramente e consiga gerar fluxo de caixa suficiente para pagar a dívida na data combinada e ainda consiga arcar com os juros cobrados.

Já no caso de captar investimentos (investidores anjos ou venture capital), requer que a startup não tenha dívidas trabalhistas ou com o governo e que demonstre capacidade de pagar dividendos à estes.

Veja que em ambos os casos, terceiros e investidores, existe a expectativa de ganhar mais sobre o dinheiro emprestado ou investido, seja em formato de juros ou de dividendos.

Isto é muito importante no momento da decisão, pois muitos empreendedores partem do pressuposto que o investidor está “dando dinheiro” para o negócio, quando a realidade é muito diferente.

Dependendo do caso é muito mais difícil trabalhar com o dinheiro do investidor, devido as exigências e cobranças que este terá do que com recursos de terceiros (bancos).


Por isso, antes de tomar esta decisão faça as contas, analise cada ponto de vantagem e desvantagem e lembre-se que independente do modelo escolhido você vai sim ter que pagar “juros” do dinheiro captado.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Empreendedorismo: a profissão do futuro

Por Sandra Elisabeth


Existe uma preocupação muito grande com relação a qual será a profissão do futuro, o que o jovem que está estudando hoje fará daqui a 10 ou 15 anos.

Sabemos que é uma pergunta difícil de responder, porém algo é muito claro: o senso de empreendedorismo fará diferença entre os que vão se manter em um emprego e os que estarão fora do mercado.

Foto de João Silas
Em uma pesquisa recente da Economist Intelligence Unit foi levantado as principais competências que devem ser aprendidas hoje para lidar com o mundo em transformação.

A primeira delas é liderança; espera-se que mais do que simplesmente saber trabalhar em equipe profissional do futuro saiba liderar uma equipe e também se auto liderar.

A segunda competência levantada é a de senso empreendedor, ou seja, ter coragem de correr alguns riscos, ter atitude, ser auto gerenciável e principalmente saber lidar com os altos e baixos do mercado, atuando como o empreendedor em seu local de trabalho.

Além destas duas habilidades será necessário ainda que o profissional do futuro tenha a interdisciplinaridade; habilidades digitais; seja criativo; tenha senso analítico e ainda uma consciência global e cívica.

Tudo isso significa dizer que independente da carreira escolhida e do conhecimento técnico que se tenha; as habilidades e atitudes empreendedoras farão diferença para quem desejar ter os melhores empregos e melhores salários do futuro.

Isso não significa dizer que as habilidades técnicas deixam de ser necessárias, mas que elas passam a ser secundárias na rotina do trabalho diário do profissional do futuro.

Lembrando que as profissões que dependam única e exclusivamente de técnicas, tais como cálculo, análise de leis, leituras ou preenchimento de documentos; praticamente serão extintas, restando apenas as que dependam do pensamento humano e da tomada de decisão, características muito comuns nos empreendedores.

terça-feira, 26 de junho de 2018

O ciclo de vida das Startups

Por Sandra Elisabeth


Todas as empresas têm ciclos de vida, e com uma startup não é diferente.

No meu livro “Planejamento Estratégico Lean” deixo até algumas indicações para quando uma startup deixa de ser “S T A R T U P”!

Em uma pesquisa recente, publicada pela revista Exame (Edição Especial 1.162 Indústria 4.0), fica claro este ciclo de vida! A pesquisa aponta que a maioria já validou seu modelo de negócios e agora começou a escalar.

Pelo gráfico apresentado abaixo, nenhuma das startups brasileiras atingiu esta maturidade, porém já estão bem próximas disto acontecer!

É importante compreender o que é uma empresa madura: “é aquele empreendimento que já atingiu seu break-even, já pagou seus custos de desenvolvimento do produto ou serviço e tem uma carteira de clientes digna de ser chamada de ‘carteira’”.

Comparação ciclo de vida startups x empresas
Adaptado de Kotler(2012), Elisabeth e Calado (2017) e Censo Startup StartSe (2017)

A partir deste momento, a empresa começa a entrar no ciclo de amadurecimento e precisa estar preparada para lançar novos produtos e serviços no mercado. Não é porque a empresa possui novidades que ela se torna uma startup.

Na verdade, existem muitas empresas maduras que estão inovando como startups, ou seja, utilizam-se das metodologias ágeis e enxutas das startups para realizar novos desenvolvimentos. IMPORTANTE: fazer isto não as tornam startups!!!

Isto porque a empresa já validou seu produto no mercado, não há mais incertezas sobre a permanência da empresa no mercado, haja vista, que ela tem um produto ou serviço muito bom sendo vendido no mercado, suas contas estão pagas e este produto ou serviço trás retorno suficiente para a empresa fazer novos investimentos.

Em resumo, toda startup nasce, cresce, fica grande e amadurece! E caso não continue investindo seus lucros em inovações, vai envelhecer e morrer, como tantas outras empresas existentes no mundo!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Sýndreams na Semana do Conhecimento da Arcelor Mittal

Por Sýndreams

A Sýndreams Aceleradora esteve presente na Semana do Conhecimento da ArcelorMittal, que aconteceu de 11 à 15 de junho. O objetivo do evento era apresentar aos funcionários os avanços da tecnologia aplicada para Industria 4.0 e conteúdos que contribuem para formação profissional.

Josiel (Arcelor), Stéfano (Syndreams), Quesia (Arcelor) Sandra (Syndreams) e Iago (Arcelor) 


Uma das palestras apresentadas pelo Diretor da Sýndreams, Stéfano Carnevalli, "Industria 4.0: Desafios e oportunidades" demonstrou o avanço e atual estágio da industria no Brasil, levando aos participantes a pensar e agir como uma startup, para poder inovar na velocidade atual do mundo.

  
Palestra Industria 4.0 por Stéfano Carnevalli, Sýndreams Aceleradora.
A Sýndreams demonstrou em seu stand como as industrias podem se aproximar de startups para acelerar soluções e inovações necessárias. Sandra Elisabeth, Diretora da Sýndreams apresentou a metodologia Lean Startup utilizada por startups e empresas de diversos tamanhos e seguimentos.



Junto com a Sýndreams, a startup Food Serve, que atualmente está em nosso processo de pré-aceleração, mostrou aos colaboradores que é sim possível transformar uma ideia em algo palpável e real em um período de 3 meses, usando claro as ferramentas e métodos corretos.


A Sýndreams Aceleradora vêm exercendo um papel fundamental na aproximação de startups com industrias e fortalecendo o processo de inovação rumo a Industria 4.0.

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Converse com a equipe da da Sýndreams sobre Industria 4.0 e aproximação de startups:
criativa@syndreams.com.br

terça-feira, 12 de junho de 2018

A indústria 4.0

Por Sandra Elisabeth


É muito comum as pessoas confundirem indústria 4.0 com uso de tecnologia de ponta. Isto acontece, é fato, pois para se chegar à Indústria 4.0 é necessário passar pela Indústria 3.0 (automação, robotização, etc).

De acordo com a CNI, no Brasil, 76% das fábricas se encontram no estágio da Indústria 1.0 ou 2.0 (Veja abaixo o comparativo entre as Indústrias abaixo):


Neste cenário, é fácil entender porque tem tantas pessoas que ainda acham que Indústria 4.0 é sinônimo de tecnologia. Claro que sem a tecnologia fica difícil atender os pré-requisitos básicos da Indústria 4.0, porém ela é muito mais do que isto.

A Indústria 4.0 usa as ferramentas de tecnologia para compreender melhor o cliente e assim conseguir atende-lo de maneira mais eficiente e eficaz.

Por exemplo, o simulador de voo da Embraer resolveu um grande problema do cliente: uma espera de 8 anos para um novo modelo de aeronave estar pronto! Hoje, com o simulador esta espera caiu 30% e é claro que também auxiliou a empresa com redução de custo, possibilidade de tocar mais de um projeto ao mesmo tempo e diminuição de retrabalho – já que no simulador é possível fazer todos os testes, incluindo nível de combustível gasto e ruído do motor.

Veja, a Embraer utilizou tecnologia em prol de atender uma demanda do cliente!

A própria tecnologia de impressão 3D que vem crescendo a cada dia que passa, mostrando que a ideia é atender mais rapidamente a demanda do cliente, fazendo algo da forma que ele deseja. E não pensem que a impressão 3D ainda está no “plástico”... já temos impressão de casas, de roupas e calçados e existem ainda uma tentativa de impressão de avião em fibra de carbono!

Tudo isso para se aproximar mais da chamada manufatura descentralizada, que é exatamente o contrário do proposto por Ford no século XX.

Agora, o que todos sabem é que precisamos inovar em nossas fábricas, não apenas para chegar na era da Indústria 4.0, mas principalmente para sobreviver enquanto empresa.

A única verdade estabelecida até o momento, segundo dados da CNI, é que no Brasil apenas 2% das fábricas estão preparadas para o futuro, prontas para inovar e atender o cliente como ele deseja.

Minha pergunta, neste cenário é se sua empresa está entre os 2% ou entre os demais 98%? Saiba que com a Internet e com o mundo cada vez mais globalizado, seu cliente poderá te substituir muito rapidamente se você não inovar!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O que as aceleradoras fazem?

Por Sandra Elisabeth


O papel das aceleradoras é o de auxiliar o empreendedor a ir mais longe com seu negócio, ou seja, fazer com que a ideia (se ainda no papel) transforme-se em realidade e cresça de maneira sustentável.

¹Produto Mínimo Viável
O que significa tirar a ideia do papel?

Significa usar ferramentas administrativas para fazer o planejamento do empreendimento de forma que o empreendedor consiga com seus pontos fortes e aproveitar as oportunidades existentes no mercado e parar de pensar no “e se eu tivesse…”.

Assim a aceleradora mentora e orienta as startups para que desenvolvam modelos de negócio, produtos ou serviços viáveis e inovadores.

O desenvolvimento de produto, por exemplo, software é sempre de responsabilidade da Startup que o fará sobre orientação dos mentores.

Após os produtos estarem sendo vendidos no mercado a aceleradora auxilia o empreendedor a encontrar um investidor anjo que possa trazer smart money para o seu empreendimento.

De maneira bem simples e resumida esse é o papel das aceleradoras na vida de uma Startup: fazê-las crescer rápida e sustentavelmente no mercado!

terça-feira, 29 de maio de 2018

Sýndreams apoia Iniciativa da UNIMEP em promover hub de inovação

A Sýndreams Aceleradora de startups e empresas participou nos dias 17 e 18 de maio de 2018 do evento "Como montar sua startup" promovido pela Universidade Metodista de Piracicaba no Campus de Santa Bárbara d´Oeste.


O primeiro dia de evento reuniu cerca de 170 professores e alunos para dialogar com o tema no painel sobre  os desafios e orientações de iniciar uma startup.


A abertura do evento foi realizada pelos professores da Unimep Rafael Razuk Garcia e Daniel Monaro onde apresentaram a proposta da UNIMEP para criação do Órbita - Hub de Inovação.


O painel mediado por Nivaldo Silva, Diretor Titular do CIESP Sta Bárbara d´Oeste, trouxe as experiências de Christian de Cico fundador da Arquivei e de Stéfano Carnevalli, Diretor da Sýndreams Aceleradora de startups e empresas.

Painel: Stéfano Carnevalli (Syndreams), Christian de Cico (Arquivei) e Nivaldo Silva (CIESP).

Rafael Razuk, Christian de Cico, Nivaldo Silva, Stéfano Carnevalli e Daniel Monaro.
No segundo dia de evento, Sandra Elisabeth, Diretora da Sýndreams, promoveu um workshop de como iniciar uma startup usando a metodologia Lean Startup. Acompanhado pelo Prof. Rafael Gazuk, 32 alunos da UNIMEP participaram e compreenderam as principais etapas para começar um negócio.


Sandra Elisabeth (Sýndreams), Prof. Rafael Razuk (UNIMEP)
Com orientações e formato mão na "mão na massa" os alunos criaram suas equipes e concluíram as etapas de analise de ambiente, construção do Business Model Canvas e do MVP (Produto Minimo Viável).







terça-feira, 22 de maio de 2018

Exame e CNI Fórum Inovação: A Indústria do Futuro

No dia 18 de maio, EXAME e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizaram, em São Paulo, o EXAME Fórum Inovação, com o tema "A Indústria do Futuro".


O Diretor da Sýndreams, Stéfano Carnevalli, foi convidado a participar do evento,  que contou com a presença de líderes empresariais, autoridades e especialistas. Nele foi divulgado um estudo inédito sobre riscos e oportunidades do Brasil frente às inovações da indústria 4.0.


A abertura do evento foi realizada pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, seguido do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab.

O evento promoveu a reunião do grupo MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação) que promoveu a apresentação do Projeto Indústria 2027, um documento que tem por objetivo entender as inovações disruptivas, seus riscos e oportunidades, e dar subsídios para politicas públicas.


Um dos destaques do evento, foi o Painel de Líderes que reuniu o presidente da Bosch América Latina, Besaliel Botelho, o presidente da GranBio, Bernardo Gradin, presidente da Iochpe-Maxion, Dan Ioschpe, a presidente da SAP Brasil, Cristina Palmaka e o vice-presidente executivo de Engenharia da Embraer, Mauro Kern.


No painel de Líderes os principais desafios levantados estão relacionados a questões de legislação, custo Brasil e  formação profissional. Outra discussão a partir da pergunta "Como aproximar startups de industrias" os participantes do painel sinalizaram que este é sem dúvidas o caminho mais rápido e mais assertivo. Mas que há um grande desafio para funcionar.

Em sua palestra, o especialista em inovação, Soumitra Dutta disse que embora o Brasil está no 69º lugar no Índice Global de Inovação, pode avançar rapidamente se adotar as políticas certas.


Soumitra indicou ao Brasil 4 desafios, 3 princípios e 7 sugestões. Dentre os quatro desafios precisamos criar uma marca associada a inovação, desenvolver mais capital humano nas áreas de ciência e tecnologia, melhorar a eficiência e a colaboração da Universidade com a Industria e com isso ampliar o ecossistema de inovação.

Assista a gravação completa do evento exibida pelo canal da EXAME (1:10).


O evento foi encerrado com o discurso do Presidente do Brasil, Michel Themer, que se comprometeu a criar a Secretaria Especial de Inovação, como sugerido. Veja o discurso do encerramento do Fórum Exame CNI "Industria do Futuro" gravado pela NBR TV.


Mais sobre a Mobilização Empresarial pela Inovação:

terça-feira, 15 de maio de 2018

Marketing e desenvolvimento de produto

Por Sandra Elisabeth


Vamos começar pelo básico: O que é Marketing?

Segundo Kotler e Keller (2006) o marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais, sendo definido de uma maneira simplista pelo autor, como uma forma de suprir necessidades lucrativamente. 

Eu concordo com Kotler, quando usa esta definição, afinal ele é conhecido como o “Pai do marketing”.




Mas porque será que ainda existem profissionais renomados que acham que Marketing é comercial de TV ou propaganda nos meios de comunicação?

Será que falta conhecimento? Falta pesquisa? Ou falta entendimento?

O fato é que o Marketing é um dos setores responsáveis pelo desenvolvimento de produtos nas empresas e o motivo é óbvio e está na definição do que é marketing: identificar e satisfazer as necessidades humanas e sociais.

Por identificar, segundo o dicionário, entende-se um verbo transitivo direto e pronominal que significa: “dizer quem é; determinar ou comprovar a identidade de (algo, alguém ou de si mesmo)”.
E satisfazer é um verbo transitivo indireto que significa “procurar a satisfação, a saciedade, a posse”.

Sabendo o que significa Marketing – dizer o que o cliente quer ter posse – fica claro que é este departamento que dirá ao desenvolvimento de produto o que deve ser produzido.

Observe que este é o primeiro passo no marketing; depois ele ainda vai dizer como deverá ser vendido, onde o público alvo está, qual será o preço de venda e como se comunicar com este público.

Por isso alguns cursos de engenharias têm a disciplina “Marketing e desenvolvimento de produto”, já que estes engenheiros precisam aprender:
  • O que ‘cobrar’ do departamento de marketing;
  • Quais informações precisam ter para desenvolver um produto novo;
  • A tendência de mercado;
  • O limite de custo do produto (para não custar mais do que o cliente está disposto a pagar);
  • Onde está o cliente para ajustar a logística; etc.
O que um engenheiro não precisa saber:
  • Como preparar um briefing de marketing;
  • Fazer um comercial de TV;
  • Criar um post de propaganda;
  • Lidar com as redes sociais;
  • E outras atividades ligadas ao P de Promoção.
Tudo isso é função do departamento de Marketing e digo mais, é função da agência de comunicação contratada por este departamento. Um publicitário leva de 4 a 5 anos para se formar e se especializar em fazer tudo isso!

Porém, o P de Produto deve ser de conhecimento e habilidade do engenheiro que desenvolverá este em parceria com o departamento de Marketing, já que este é quem domina a técnica de fabricação do bem material.

Em resumo, não dá para confundir os papéis de cada departamento, pois são interdependentes e interagentes entre si, ou seja, apesar de serem ‘ligados’ e depender um do outro, algumas ações e atividades serão feitas com independência.

terça-feira, 8 de maio de 2018

O empreendedorismo feminino

Por Sandra Elisabeth


Nos dados apresentados na última Pesquisa GALI, os empreendimentos administrados por mulheres obtém faturamento mais rápido do que os geridos apenas por homens. O que já era de se esperar, pois na maioria das vezes estas mulheres são arrimo de família e precisam ganhar dinheiro.

Empreendedora Sandra Elisabeth em palestra sobre Lean Startup
Na contramão desta notícia tão boa, a mesma pesquisa apresentou que as mulheres recebem menos investimento que os homens em seus empreendimentos.

Ora, se para os investidores é melhor investir em negócios que já estejam faturando, porque isto acontece?

A Pesquisa Gali não responde esta pergunta e eu também não tenho a resposta, mas quero colocar alguns fatos que vivo no dia a dia para pensarmos:

Curso de Empreendedorismo com
maioria masculina na sala
> Geralmente, em evento de empreendedorismo e negócio a maior parte do público participante é de homens;
> Se existe uma apresentação para investidores e havendo uma sociedade entre homem e mulher, na maioria das vezes, quem apresenta o pitch é o homem;
> Se a mulher tem a oportunidade de receber mentoria e investimento e precisa mudar de cidade seu marido ou namorado dificilmente a acompanham e algumas vezes a desencorajam a seguir este passo (muito parecido com o que acontece quando estão no mercado de trabalho e tem a oportunidade de uma promoção fora da cidade ou do país);
> Alguns cogitam “cotas para mulheres” – a forma mais cruel de discriminação existente (no meu ponto de vista, já que parte do pressuposto que nós mulheres não conseguiríamos por mérito);


Sei que os pontos acima não responde a pergunta feita anteriormente, mas se imagine no lugar de um investidor(a), e se fosse necessário a empreendedora apresentar seu projeto fora do país, ela iria? E se ela tivesse que se mudar para receber as orientações de um grupo de investidores? O que aconteceria? E então, qual deveria ser a postura do investidor(a) nestes casos?

Qual seria a sua postura se você fosse o investidor(a)?

Precisamos efetivamente nos empoderar enquanto mulheres e mudar este cenário! Não por obrigação dos demais, mas por mérito nosso. Às vezes, teremos que abrir mão de algumas coisas que acreditamos ser importantes para conquistar objetivos maiores e se lembrar que somos nós que elencamos as prioridades de nossas vidas e não podemos “culpar” os demais por isto!

Vamos seguir em frente e conquistar o mundo!


terça-feira, 1 de maio de 2018

Definindo prioridades

Por Sandra Elisabeth


Toda empresa tem diariamente muitas coisas para resolver e fazer e nem sempre conseguimos estabelecer o que deve ser feito primeiro.

Isto é normal, principalmente quando tudo nos parece prioridade.

O problema é que sabemos que nem tudo é prioritário e que algumas coisas podem colocar tudo a perder caso não seja resolvida.

E então, como fazer?

Existem diversas formas de se estabelecer prioridades, porém quero falar aqui da matriz GUT (gravidade X urgência X tendência).

A matriz GUT foi criada por Charles H. Kepner e Benjamin B. Tregoe, em 1981 como uma das ferramentas utilizadas na Solução de Problemas. É uma ferramenta de qualidade usada para definir prioridades dadas as diversas alternativas de ação e, portanto, muito utilizada nas engenharias. Kepner e Tregoe sugerem multiplicar as variáveis entre si para que saibamos o que é mais importante ser feito primeiro.

Passo a passo:

Observe a planilha acima. Ela será a base dos cálculos.
  1. Liste todas as tarefas e atividades da empresa, 
  2. Dê uma nota de 1 a 5 para cada atividade nos seguintes quesitos: 
    • Gravidade: quão grave é deixar de realizar a atividade? 
    • Urgência: a atividade precisa ser feita rapidamente? Haverá consequências se não for realizada “para ontem”? 
    • Tendência: o que vai acontecer se você não fizer nada a respeito? Vai piorar? 
  3. Multiplique as notas entre si, como no exemplo abaixo: 
  4. As atividades com notas mais altas são as que deverão ser realizadas primeiro e assim sucessivamente.
Perceba que está ferramenta tira todo o “emocional” do processo de decisão e ainda aponta as consequências de se não fazer algo.

É uma ferramenta muito simples e fácil de usar que pode te ajudar nos momentos de indecisão sobre o que fazer primeiro. A matriz GUT oferece os argumentos certos para priorizar suas ações.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Sandra Elisabeth palestra em congressos de Lean e Indústria 4.0

Por Sýndreams


O mês de abril/2018 foi muito produtivo para os que acompanham as pesquisas sobre Indústria 4.0 e Lean.

Foram 3 eventos importantes que discutiram estes temas:

A mentora e diretora da Sýndreams Aceleradora, Sandra Elisabeth, foi uma das palestrantes destes eventos.

O tema geral apresentado por ela foi Lean Startup e Indústria 4.0.

Abaixo algumas fotos e comentários dos eventos.

IV Seminário em Ciência, Inovação e Tecnologia que aconteceu durante a Semana Interdisciplinar de Mecânica, Metalurgia e Eletroeletrônica na ETEC Trajano Camargo

Sandra Elisabeth fez um breve resumo da história industrial até chegar à Indústria 4.0

Sandra Elisabeth conversando com os alunos sobre a Educação 4.0

Encerramento do evento. Professores da ETEC Trajano Camargo e palestrantes do evento.

VII Congresso Lean Six Sigma, organizado pelo GIG’s - Unicamp


Início do curso Lean Startup

Passo a passo do processo Lean Startup


Participantes e palestrantes do Congresso Lean Six Sigma
 

1º Entenda Lean, organizado pelo Grupo Aprenda na Universidade São Francisco


Sandra Elisabeth falando sobre Canvas e Lean Statup




terça-feira, 17 de abril de 2018

Programa “Empresários em Destaque” entrevista Sandra Elisabeth

Por Sýndreams


Confira a entrevista que Sandra Elisabeth, sócia da Sýndreams Aceleradora de Startups e Empresas concedeu à SBNotícias TV. A entrevista aborda a história e as principais características desta empreendedora, bem como os desafios que enfrentou e algumas curiosidades sobre ela.


Clique aqui e assista o vídeo.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Sýndreams com Startups na Autocom 2018

As startups Yashar Software e a Food Serve participarão da 20ª edição da Autocom, a maior feira de automação para o comércio da América Latina.

   


O convite foi feito pela InputService que produz uma linha completa de impressoras térmicas portáteis (impressoras Leopardo). A parceria com a Yashar levou ao stand da InputService um avançado sistema para restaurantes que há mais de 2 anos já está integrado com as impressoras Leopardo, e atende mais de 100 clientes na região de Campinas-SP.



Segundo Eduardo Elias (Yashar acelerada pela Sýndreams) o sistema sempre está disponível aos parceiros para reforçar a venda dos produtos deles. "No ano passado fizemos uma solução para mostrar o funcionamento do EasySAT da Kryptus e esse ano a parceria com a Input foi excelente, pois já temos clientes usando de forma remota as impressoras", comenta.   


A Food Serve  está integrando ao software da Yashar um sistema de Inteligência de Mercado, incluindo ferramentas de treinamento e IOT. A startup que está em pré-aceleração na Sýndreams está trazendo diversas inovações para o setor. Raphael Peruccini um dos sócios da startup aproveitou a Autocom para conhecer soluções e integrar mais parceiros, "Estamos criando um ambiente de integração para os nossos clientes e as novidades sempre são bem vindas, conclui.




A AUTOCOM 2018 aconteceu entre os dias 03 e 05 de abril sendo um dos maiores "palcos" para a exposição de novas ideias e produtos do mercado de automação para o comércio.


Ao longo dos três dias, os corredores do pavilhão e os estandes das 150 marcas expositoras registraram intensa movimentação de profissionais do varejo, indústria, desenvolvimento de software, logística, revendas, bancos, instituições financeiras, setor público e outros ligados à automação comercial.



O ambiente Inova AUTOCOM foi criado para propiciar encontros entre startups e empresários a fim de criar oportunidades e possíveis investimentos. Após uma rodada de pitchs entre as inscritas no segundo dia da feira, o comitê julgador escolherá a mais inovadora e representativa inovação do setor de automação para o comércio. O Diretor da Sýndreams, Stéfano Carnevalli, acompanhou a ação e aproveitou para conhecer algumas startups que podem ser aceleradas no futuro.