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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Sandra Elisabeth realiza Oficina Gestão da Inovação na Semana de Engenharia da Produção da USF – Unidade SWIFT

Por Sýndreams


No último dia 10 de setembro, Sandra Elisabeth, realizou uma Oficina sobre Gestão da Inovação na Universidade São Francisco em Campinas.

A Oficina de Gestão da Inovação foi apenas uma das oficinas e atividades que os alunos do curso de Engenharia de Produção puderam participar durante a Semana de Engenharia que aconteceu entre 10 e 14 de setembro.

Durante a Oficina Sandra Elisabeth enfatizou a necessidade de se planejar a Inovação dentro da empresa e não deixa-la acontecer por espontaneidade. Como sugestão ela apresentou a Gestão de Inovação de A-F proposta por Trías de Bes e Kotler.

Na sexta-feira a USF preparou uma programação especial para os alunos: um concurso de bandas: o Engebandas - 1º Concurso de bandas, podendo participar qualquer aluno, professor ou funcionário.

O objetivo da Semana de Engenharia foi promover a oportunidade de compartilhamento de experiências e troca de conhecimentos envolvendo alunos, profissionais e interessados em Engenharia de Produção.



terça-feira, 11 de setembro de 2018

Mensagens instantâneas e o Pensamento Lean

Por Sandra Elisabeth


Para iniciar o artigo, vejamos quais são os oito principais desperdícios que o Pensamento Lean aponta:

Foto de Marco Secchi
1. Superprodução: Evitar produzir aquilo que não está vendido

2. Espera: A espera por peças, entrega, tempo ocioso, etc.

3. Transporte desnecessário: Movimentar materiais de um lugar para outro

4. Excesso de processamento: Evitar etapas redundantes no processo

5. Estoque: Ter apenas o mínimo necessário para executar a atividade

6. Desperdício de movimento: Eliminar todo movimento que não agrega valor ao produto ou serviço

7. Defeitos/ retrabalho: Todo erro leva a um retrabalho

8. Criatividade inaproveitada: Reuniões, plano de ação e não fazer a ação.


Quero chamar atenção para o desperdício "4. Excesso de processamento: evitar etapas redundantes no processo" antes de iniciarem a leitura!

É comum as pessoas defenderem as ferramentas de mensagens instantâneas como algo positivo no ambiente de trabalho e principalmente como um meio de receber pedidos de clientes.

Mas como as empresas estão gerenciando estes pedidos de clientes?

Todo pedido recebido via mensagem instantânea é “reproduzido” no sistema da empresa, seja ele de papel (OS – Ordem de Serviço) ou um Software de ERP?


Foto de William Iven
E quantas vezes o cliente faz o pedido por voz e a empresa não entende? E precisa falar mais uma ou duas vezes com o cliente para compreender?

E a quantidade de informação que chega junta e ao mesmo tempo? Já esqueceu algum cliente neste meio?

O estudo do Lean afirma que etapas redundantes no processo, ou seja, recopiar o pedido do cliente para o software da empresa, p.e. é desperdício! Isto porque, somado o tempo gasto com esta atividade repetida quantas horas foram perdidas de trabalho?

Alguém já fez esta conta alguma vez?

Sei que muitos irão defender como sendo a forma que o cliente deseja conversar com a empresa hoje! Porém, com as tecnologias disponíveis já é possível este contato ser feito diretamente entre cliente e empresa sem a necessidade de se “recopiar”, ou seja, ter etapas redundantes no processo.

Minha sugestão: busque tecnologias e softwares que possam auxiliar na melhora da comunicação. Verifique API’s que conversem com os meios de comunicação e com o software da empresa.

Ser produtivo não tem relação com a quantidade de coisas que você faz simultaneamente e sim com a qualidade que é feito!

O Pensamento Lean reforça isto desde 1950. Fica a dica!

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Algumas curiosidades sobre o Lean

Por Sandra Elisabeth


Não é segredo nenhum, e acredito que todos saibam que o Lean Manufactoring foi uma evolução do Sistema Toyota de Produção, que surgiu em meados dos anos 50.

Para compreender o que é o Lean e sua importância no ganho de lucratividade das empresas é importante ressaltar que o Sistema Toyota de Produção (assim chamado porque foi aplicado a primeira vez na fábrica de automóveis da Toyota) surgiu da necessidade de se produzir algo sem a existência prévia de recursos físicos e financeiros.


O Japão estava saindo da Segunda Guerra Mundial, praticamente destruído e sem recurso financeiro, humano e territorial. As pessoas também não tinham recursos econômicos para comprarem. Era necessário fazer a economia do país girar e nada melhor do que a indústria, que contrata e gera emprego iniciar o processo!

Porém, nem mesmo a indústria tinha recursos suficientes para fazer grandes estoques e matéria prima, ter uma fábrica grande cheia de máquinas, equipamentos e muitos funcionários trabalhando. Não existia nem mesmo espaço físico para o modelo ser copiado do que Ford fazia nos Estados Unidos.

E foi neste cenário que Ohno (precursor do Lean) precisou inovar na maneira de pensar e estruturar a linha de produção de Ford. O conceito do fluxo de trabalho era interessante, porém não haveria possibilidade de se haver estoques. Assim, o ideal era fazer uma produção puxada, onde se produziria exatamente o que o cliente desejava, precisava e no preço que ele estava disposto à pagar. Devido a escassez era imprescindível que o produto final tivesse qualidade, já que o retrabalho representaria um custo que a empresa não tinha como arcar naquele momento.

E assim nasce o Lean Manufactoring, de um momento de escassez e dificuldade, onde ser enxuto não era escolha e sim obrigação!

Na economia, algumas teorias afirmam que os países se desenvolvem muito mais na crise do que na abundancia, pois é na dificuldade que conseguimos enxergar saídas “criativas” para o problema em questão.

É claro que o Lean não é única e exclusivamente redução de custos e de desperdícios, é também uma maneira sistemática de se resolver os problemas, padronizando as possibilidades e instituindo métodos para a ação. E como tudo isso é feito por pessoas, as empresas que implementam o Lean em sua totalidade precisam valorizam sua mão de obra, já que são as pessoas que efetivamente colocam o Lean na prática!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Conectar negócios de impacto e investidores ainda é desafio para aceleradoras

Matéria divulgada originalmente em Notícias de Impacto e autorizado reprodução pela Entrepreneur Data

Evento da ANDE em São Paulo com aceleradoras e incubadoras (foto divulgação)

Por
Ana Mathias (ANDE), Rebeca Rocha (ANDE) e Brent Ruth (Emory University)
Esta é uma das seis reflexões do Global Accelerator Learning Initiative (GALI) sobre o cotidiano das aceleradoras no Brasil
Na última década, o setor de aceleração vem crescendo mundialmente. Há cada vez mais organizações focadas em alavancar negócios, estruturar ideias e prepará-las para o mercado. Com o propósito de compreender o impacto que essas organizações podem gerar no setor empreendedor, a Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE) e a Emory University criaram em 2015 o Global Accelerator Learning Initiative (GALI), para analisar globalmente, por meio de dados científicos, o impacto dos programas de aceleração nos negócios.

No Brasil, a aceleração também ganhou força nos últimos anos. Segundo estudo realizado pela ANDE em 2016, a maioria das organizações mapeadas como aceleradoras no Brasil foi fundada a partir de 2010.
Em fevereiro de 2018, a ANDE realizou um evento com 17 aceleradoras, incubadoras e organizações de apoio em São Paulo, como Artemisia, BrazilLab, Impact Hub, Quintessa, Startup Farm e Yunus Social Business. Durante o evento foram apresentados os principais insights do GALI e discutidos temas como gestão de pipeline, seleção, conexão, fundraising e desenvolvimento de capacidades. A partir destas discussões surgiram vários insights sobre o cotidiano, desafios e oportunidades do setor de aceleração.
Os seis principais insights que emergiram da conversa são compartilhados abaixo pelo GALI:
1.   Parcerias são fortemente usadas como estratégia pelas aceleradoras para atrair novos negócios
Além de parcerias com universidades, mídia e investidores para conseguir alcançar novos públicos e atrair novos negócios para seus programas, outras estratégias que funcionaram para as aceleradoras e incubadoras foram mídias digitais e de massa, boa rede de mentores, participação em eventos e associações, tutores dedicados a cada negócio e indicacões. Por outro lado, as aceleradoras destacaram como estratégias que não funcionaram tão bem a utilizacão de plataformas de email marketing para um número pequeno de contatos, a utilizacão de comunicação muito abrangente sem um recorte específico e esperar por atracão orgânica de negócios para as inscrições.
Conforme alguns dados coletados pelo GALI1 de programas de aceleração no mundo todo, 60% dos programas implementam ou realizam programas em parceria com pelo menos uma outra organização. Estes parceiros podem ajudar a atrair negócios e potenciais investidores, ou simplesmente por meio do aumento da qualidade e quantidade de pipelines dos programas.
2.   Apesar da grande disseminação do conceito de aceleração e da cultura empreendedora, atrair negócios que se encaixem com o perfil da aceleradora e que tenham maior maturidade ainda é um desafio
Apesar do importante papel das universidades no estímulo ao empreendedorismo, as incubadoras e aceleradoras ainda têm dificuldades de encontrar negócios com o perfil certo para seus programas. Além disso, as aceleradoras e incubadoras que são focadas em negócios de impacto social2 – destacaram como dificuldade o fato da definicão de impacto muitas vezes não ser clara e ser de difícil apresentação para o mercado.
3.   Critérios claros são fundamentais para a seleção de bons negócios
Dentre as estratégias que as aceleradoras mencionaram como uma boa prática está a criação de um processo de selecão claro, baseado em fases, com critérios e regras bem definidas. Além disso, recomendam realizar entrevistas com o empreendedor e avaliar também a equipe do negócio durante o processo. Estes dados estão de acordo com as tendências internacionais, pois 91% dos programas parceiros do GALI realizam entrevistas como parte de seus processos de seleção. Além disso, uma equipe promissora e de qualidade é o foco do processo de seleção de 29% dos programas analisados.
4.   O uso de plataformas EAD é cada vez mais utilizado para formar empreendedores
Seguindo uma tendência na educação, a utilização de recursos EAD para auxiliar na formação dos empreendedores foi tanto apontada como um recurso já utilizado por algumas aceleradoras, quanto um recurso a ser implementado por outras. A possibilidade de realizar partes dos programas de aceleração de forma remota também é uma tendência global. 87% dos parceiros do GALI incluíam alguma parcela de participação remota. No entanto, programas totalmente remotos não são amplamente utilizados, com apenas 3% dos programas acontecendo desta forma.
Além da utilização de plataformas EAD, outros serviços oferecidos mais citados foram: conexão com mentores, cursos, consultorias, grupos de aprendizagem coletivos, suporte financeiro, mentorias em temas específicos como jurídico e impacto social, reuniões semanais para apoiar os empreendedores em seus desafios, acelerar e apoiar relacões com clientes e fornecedores.
5.   Apesar de ser um diferencial, as aceleradoras ainda encontram dificuldades em conectar negócios e investidores
Apenas 12% dos programas parceiros do GALI globalmente reportaram a conexão entre negócios e investidores como um benefício de seu programa. Esta dificuldade se repete no Brasil, pois apesar de alguns programas de aceleração já oferecem essa oportunidade, os participantes do evento ressaltaram a dificuldade em encontrar o investidor certo para cada negócio, demonstrar o ROI dos negócios para esses investidores e como mensurar seu impacto. Outros desafios estão relacionados à esfera legal brasileira como a falta de leis que incentivem o investimento em novos negócios.
6.   O acompanhamento dos negócios após a aceleração ainda é um desafio
Por fim, quando os negócios terminam o programa de aceleração, fica mais difícil manter as relações com o empreendedor para acompanhar o negócio, seus resultados e impacto. Esse fator dificulta, por exemplo, a mensuração do impacto do programa de aceleração nos negócios que por eles passaram. Globalmente, alguns programas de aceleração encontraram saída para este desafio oferecendo alguns serviços de suporte pós-aceleração com construção de networking e exposicão na mídia. Estes serviços podem facilitar a continuidade do relacionamento com os negócios.
Notas
1 Entre 2016 e 2017, o GALI coletou informações sobre 115 programas de aceleração parceiros no mundo todo, trazendo um panorama das características dos programas de aceleração participantes do projeto. Os dados do GALI mencionados neste texto são fruto desta coleta.
2 “Negócios de Impacto são empreendimentos que têm a missão explícita de gerar impacto socioambiental ao mesmo tempo em que geram resultado financeiro positivo e de forma sustentável” (Forca Tarefa de Finanças sociais, s/d). Segundo o relatório “Avanço das recomendações e reflexões para o fortalecimento das Finanças Sociais e Negócios de Impacto no Brasil”, de 2016, ao menos 10% das incubadoras e aceleradoras do Brasil declararam que os negócios de impacto formam parte importante de seus portfólios e mensuram de alguma forma seu impacto social. Enquanto isso, no cenário global 51% dos programas parceiros do GALI possuem um foco específico em impacto social.
Referências:
Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE). O Panorama das Aceleradoras e Incubadoras no Brasil, 2016. Disponível em https://www.galidata.org/publications/landscape-study-of-accelerators-and-incubators-in-brazil/
Força Tarefa de Finanças Sociais. Avanço das recomendações e reflexões para o fortalecimento das Finanças Sociais e Negócios de Impacto no Brasil, 2016. Disponível em http://ice.org.br/wp- content/uploads/2017/02/Relatorio_2016_FTFS.pdf
Força Tarefa de Finanças Sociais. O que São Negócios de Impacto, s/d. Disponível em https://forcatarefafinancassociais.org.br/o-que-sao-negocios-de-impacto/>
Sobre 
Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE) é uma rede internacional de organizacões que impulsionam o empreendedorismo em mercados emergentes. Nossos membros oferecem serviços críticos de financiamento, capacitação e assistência técnica para “Small & Growing Businesses”, ou apoiam o crescimento do campo como um todo. Acreditamos que essas empresas têm a capacidade de gerar benefícios econômicos, sociais e ambientais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil e de outros países emergentes.
Social Enterprise @ Goizueta é um centro de pesquisa da escola de negócios da Universidade Emory que visa gerar impacto social, fazendo com que os mercados trabalhem para mais pessoas, em mais lugares, de diversas formas, através de pesquisa acadêmica, de programas de trabalho de campo e do engajamento estudantil. As atividades da SE@G buscam entender o que funciona na aceleração de empreendedores em países em desenvolvimento, impulsionam a vitalidade da comunidade em Atlanta por meio do desenvolvimento de micronegócios, aumentando a transparência nos mercados de cafés especiais, fortalecendo as comunidades de cafeicultores e desenvolvendo a próxima geração de líderes de empresas sociais.
Global Accelerator Learning Initiative (GALI), é uma parceria de pesquisa entre a Escola de Negócios Goizueta da Emory University e a Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE). Esta parceria foi formada para estudar o impacto dos programas de aceleração em negócios em estágio inicial. Como parte dessa iniciativa, a Emory gerencia o Programa de Banco de Dados para o Empreendedorismo (EDP), que ajuda as aceleradoras a rastrear o impacto que estão gerando nos negócios que apoiam, enquanto a ANDE opera Global Accelerator Survey que mapeia as aceleradoras pelo mundo, seus diferentes formatos e características.


terça-feira, 21 de agosto de 2018

Plano B? Investir em sartup pode ser um caminho.

por Stéfano Carnevalli

Nos últimos meses tenho conversado com investidores interessados em startups e uma pergunta sempre aparece nas conversas: qual o seu plano B?

Na Sýndreams atuamos em um dos mercados mais promissores, o de startups que atuam com inovação industrial, setores de economia criativa e agronegócio. É lógico que dentro desse mercado há incertezas que a própria definição do autor Eric Ries afirma: "Uma startup é uma instituição humana desenhada para criar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza.

Como toda instituição humana por si só já é de extrema incerteza, imagina quando ela ainda atua no Brasil. Nesse país tudo parece muito mais incerto, por isso nas conversas sempre a pergunta "qual seu plano B?".




Fazendo um exercício de memória e com auxilio do Google Agenda levantei mais de 78 reuniões nesses últimos 12 meses relacionadas a investimento em startups. Em cerca de 65% fui questionado sobre "qual seu plano B?". Entre as opções:
  • Qual outro seguimento se esse não der certo?
  • O que fazer se o negócio não vingar?
  • E investir em outro país? 
Não tenho uma resposta pronta, mas com certeza investir em startups, principalmente em estágio iniciante é uma boa alternativa para um Plano B. Explico em tópicos com exemplos práticos:
  • Investimento inicial em startups é sempre muito baixo. Uma importante característica de uma startup é que ela precisa ser enxuta. E quando trazemos para realidade brasileira, elas são ainda mais enxutas. Dessa forma pequenos investimentos são potencializados em grandes resultados em pouco tempo.
  • Grandes empresas fazem aquisições de startups.Recentemente uma grande empresa Brasileira adquiriu  12,5% de uma startup de Israel por US$ 2,5 milhões. Essa aquisição representou um ganho significativo para os investidores iniciais que aportaram menos de 0,5% desse valor.
  • Investir em startups pode gerar um passaporte para o mundo.Vários países como Portugal, Espanha e Dinamarca têm incentivos de visto para investidores. Nesse caso a opção é investir em startups que atuam nesses países ou em startups brasileiras com serviços globais que estão aptas a participarem de programas de conexão.


Investir em startup pode ser o seu plano B. E como todo plano precisa analisar os riscos, avaliar quem são os empreendedores (sócios), modelo de negócio, projeção de retorno, entre outros. Você pode criar seus próprios critérios de avaliação ou se aproximar de aceleradoras, como a Sýndreams.

O que é certo, que no cenário atual do Brasil, é sempre importante ter uma Plano B.


Stéfano Carnevalli é sócio da Sýndreams Aceleradora e atualmente investe em uma startup de Data Science. Mensagens: stefano@syndreams.com.br

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Semana de Empreendedorismo Espirito Santo do Pinhal-SP

A convite da Prefeitura Municipal de Espirito Santo do Pinhal-SP, a Sýdreams Aceleradora de Startups e Empresas realizou uma palestra sobre "Ecossistema de Startups" durante a a Semana do Empreendedorismo, promovida pela Prefeitura por meio do Departamento de Desenvolvimento Econômico.

Foto: Assessoria Prefeitura E. S. Pinhal
O evento aconteceu no dia 14 de agosto no Theatro Avenida. O prefeito Sergio Del Bianchi Junior e o diretor Mário Barbosa abriram a cerimônia, que contou com a presença do vereador Jhonny Laurindo representando o Legislativo e contou com apoio do Senai, Associação Comercial de ESP (ACE), Banco do Povo, Sýndreams Aceleradora de Startups, Etec, Unipinhal e Sebrae.

Representando a Sýndreams Aceleradora, Stéfano Carnevalli apresentou conceitos sobre startups e investimento anjo. Comentou sobre os desafios e apresentou o modelo de pré-aceleração para estimular o surgimento de novas startups.

Foto: Assessoria Prefeitura E. S. Pinhal
O evento reuniu mais de 100 pessoas entre empresários, estudantes da ETEC e UniPinhal e tve por objetivo estimular o empreendedorismo com inovação na cidade.


terça-feira, 14 de agosto de 2018

Quando buscar um consultor e quando procurar um mentor?

Por Sandra Elisabeth


Hoje quero conversar com vocês sobre a diferença entre mentores e consultores.

É muito comum a confusão entre o que é um mentor e o que é um consultor e para tentar deixar isso um pouco mais claro vou exemplificar cada um deles:


Foto de bruce mars

CONSULTOR:


Pense no consultor como um médico.

Quando você vai ao médico você diz a ele quais são os seus sintomas, o que  está sentindo, onde está doendo; e o médico com toda a sua experiência faz uma análise e lhe dá uma medicação.


Foto de rawpixel
Quando apenas a experiência do médico não é suficiente para chegar a uma conclusão sobre qual é o seu problema de saúde, este lhe pede alguns exames para ter certeza do diagnóstico final.


O médico não vai pedir sua ajuda para solucionar o seu problema de saúde. Talvez ele peça ajuda para outros médicos, outros especialistas, mas nunca vai pedir a opinião do paciente a respeito do assunto e nem se o paciente concorda ou discorda de uma determinada medicação ou dieta.

Assim funciona com os consultores: ele faz um diagnóstico da sua empresa para saber quais são os sintomas que ela apresenta, faz alguns exames no fluxo de caixa, nas vendas, nos dados de cliente, funcionário, fornecedor e te entrega um resultado. Tudo o que você precisa saber e fazer estarão neste documento.


Foto de Carlos Muza
O consultor irá te “receitar” o que fazer e lhe dirá quais são as consequências caso você não faça exatamente o que ele diz! Acompanhará a empresa durante um grande período, muitas vezes por mais de 20 anos, para ajustar o “tratamento”.


O trabalho do consultor é de importante porque com ele a empresa consegue ter um diagnóstico rápido, uma solução definitiva e consegue voltar a respirar, a ter vida, assim como o médico faz com seus pacientes.

E assim como o médico é procurado pela pessoa física quando esta está doente, o consultor geralmente é buscado quando a pessoa jurídica está passando por dificuldades.

MENTOR

O mentor é mais parecido com um professor.

Quando um aluno de medicina (para manter o exemplo na área de saúde) não consegue resolver um problema, ou compreender qual o problema de um paciente, o professor procura ajudar o aluno a pensar sobre o assunto, fazendo perguntas, explicando causas e consequências e ensinando o aluno fazer diagnóstico e fazer tratamento.


Foto de Kelsey Knight
Este professor irá acompanhar o aluno durante toda a vida acadêmica dele (as vezes por apenas um semestre), mas não pela vida inteira, pois partirá do pressuposto que se este aluno “passou”, ele sabe fazer e não precisa mais da ajuda do mestre.


Na verdade, este aluno poderá ser o próximo mestre, dando sequencia ao legado deste professor!

E assim é o mentor com o empreendedor ou empresário. O objetivo da mentoria é “ensinar” (em um sentido amplo – por isso mentorar seria mais indicado) o empresário a tomar as decisões relativas à sua empresa.

O objetivo da mentoria não é resolver os problemas da empresa, mas sim se antecipar à eles, ou seja, serve para lançar novos produtos, atacar novos mercados, criar coisas novas, para inovar e entrar na Indústria 4.0.


Foto de Brooke Cagle
A ideia da mentoria, então, é que o empreendedor receba ajuda, auxílio para desenvolver novidades e voltando a analogia do mentor com o professor; em sala de aula a ideia do professor não é simplesmente contar para o aluno qual é o resultado do problema e sim ensinar este a resolvê-lo. O professor não vai entregar tudo pronto ele vai ensinar o aluno a encontrar a melhor solução para aquele caso, para aquele problema.


EM RESUMO
Por isso diferente do consultor o mentor não precisa conhecer tudo a respeito de um determinado assunto. Ele precisa na verdade conseguir ajudar o empresário ou empreendedor a desenvolver e aumentar suas habilidades para resolução de determinado problema.


Foto de Alvin Mahmudov
Efetivamente é um modo diferente de ver e de se analisar e que causa estranheza para muitas empresas e empresários que estão acostumados com a resolução dos problemas entregues por consultores.


Por isso é comum as empresas pedirem para o consultor suas indicações, quem já atendeu, quais os resultados. E é importante, porque ajuda o empresário e empreendedor a medir o tamanho da experiência que ele (consultor) tem.

E voltando a analogia com o médico, é claro que ninguém vai procurar um otorrino quando tem problemas de coração.

Agora quando estamos falando em mentoria, nós não estamos falando em alguém que é especialista em determinada área, mas alguém que vai ajudar você a entender o seu problema e a resolver isso.

Quando doente, você busca o médico; quando deseja aprender coisas novas procura um professor. E é claro, que às vezes esse professor também pode ser médico e esse médico professor. Em nossa analogia, um mentor pode também ser consultor e vice versa!

E lembrem-se que nem todas as ferramentas servem para todos os parafusos e porcas.

Espero que este pequeno exemplo tenha ajudado a pensar um pouco mais sobre a igualdade e a diferença entre mentores e consultores.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O eCommerce para empreender

Por Nivaldo J Silva


Quando pensamos em abrir um negócio, já imaginamos em abrir uma loja física ou montar uma indústria de um produto inovador. Em muitas situações o investimento é de valor alto e com grande risco e temos que encontrar uma outra ideia de negócio.

Uma boa opção é investir em venda online, existem muitas opções de vendas pela internet, vou apresentar algumas e deixar os links no blog para aprofundarem a busca do conhecimento.

A maneira inicial mais simples é vender produtos pelo Mercado Livre, é importante desenvolver uma parceria com algum fabricante ou distribuidor de um produto e vender oferecendo um valor que permita um lucro para sua empresa. Em várias palestras que assisti neste ano, a maioria absoluta ressalta que devemos trabalhar com o estoque do fabricante, pois, no começo não se sabe qual produto venderá mais ou menos.

Ao iniciar suas vendas no Mercado Livre, é interessante desenvolver um site próprio com o nome do seu negócio, com isso passa uma credibilidade maior para o cliente, divulgando uma foto com o logo da sua loja nas fotos dos produtos. Existem algumas opções no mercado com planos iniciais gratuitos. Um deles é a LojaIntegrada que oferece vários recursos no pacote free.

Os Marketplaces são locais onde você vende seu produto, paga uma taxa pela venda, mas o investimento inicial é zero, os principais são:
Mercado Livre
Magalu (magazine luiza)
Americanas.com (B2W)
Via Varejo
Amazon

O mercado mudou muito e os consumidores atuais vão até as lojas com seus celulares e consultam os preços dos produtos ali mesmo e podendo comprar online usando a internet da loja. Várias empresas já estão se preparando para esse novo comportamento do cliente e desenvolvendo a estrutura comercial para vender seus produtos em multicanais (ominichannel), que permite você comprar online e retirar na loja, devolver na loja se não gostar do produto, comprar na loja e entregar online, dentre várias opções. As grandes redes de magazines já estão preparadas para essa evolução das compras e da mudança de comportamento dos consumidores.

Para os pequenos negócios ainda é difícil, mas é importante ficar atento ao que está acontecendo no mercado e tentar aproveitar a oportunidade. Aconselho pesquisar na internet palestras sobre o tema, assistir as palestras do Vtex Day, no site, eles disponibilizam as palestras que debatem os temas mais importantes da venda online, que são: as plataformas; marketing digital; logística; meios de pagamento e fidelização dos clientes; a importância das redes sociais; assim como uma boa foto pode ajudar na venda. Não poderia deixar de citar a equipe da Xtechque são excelentes e com atendimento nota 10, a plataforma oferece muitas configurações o que ajuda muito o empreendedor que está iniciando sua loja.

O Brasil possui uma população muito grande sem acesso a internet, algo próximo dos 50% segundo o SEBRAE, o que mostra uma grande oportunidade, quando esse número diminuir teremos um grande percentual da população com acesso as compras online.

Ao pensar em abrir um negócio online, procure se capacitar sobre o mercado e uma boa dica é o site do SEBRAE que possui muito material e cursos online para o planejamento do seu negócio.

No próximo artigo aprofundaremos mais sobre os passos para se planejar e abrir um negócio online.
Fiquem com Deus e até mais.

Um abraço.

Nivaldo J Silva, diretor do CIESP de Santa Bárbara d´Oeste,
diretor do e-Commerce www.LuGuicommerce.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2018

MVP Canvas by Sandra Elisabeth

Com apoio da Sýndreams, Sandra Elisabeth, especialista em Lean Startup com 2 livros publicados sobre o tema, disponibilizou ferramenta prática para construção do MVP (Produto Mínimo Viável).


Para fazer download do arquivo em formato PDF, acesse:

Lean Startup e MVP

A metodologia Lean Startup propõe "uma síntese entre a visão da empresa (ou startup) e que os clientes aceitariam: não se render ao que os clientes acham que querem ou dizer aos clientes o que eles devem querer, e sim o que precisam" (RIES, 2012). O ciclo do Lean Startup é construir, medir e apreender.

Contraposição do ciclo PDCA com a metodologia Lean Startup (ELISABETH e CALADO, 2017, p.84).
Sandra Elisabeth, especialista internacional em Lean Startup, publicou dois livros sobre o tema em co-autoria com Robsom Calado (versões em inglês e português):
Um dos principais desafios da metodologia é definir qual o produto minimo viável que o cliente está disposto a comprar. A ferramenta proposta por Sandra Elisabeth auxilia a construção do MVP identificando:
  • Público-alvo (clientes);
  • Principais valores para os clientes;
  • O que o produto oferece para atender cada valor;
  • Recursos disponíveis; e
  • Tarefas para finalizar o MVP.
De forma prática e distribuição com Licença Creative Communs, o MVP Canvas pode ser utilizado sozinho ou interligado com outras ferramentas gerenciais como o Business Model Canvas, SWOT, Oceano Azul entre outras.

O MVP Canvas é utilizado pela Sýndreams com startups e empresas de diversos setores para desenvolverem seus produtos ou serviços. Como ferramenta de inovação auxilia também as áreas de empresas a criarem soluções rápidas com os recursos disponíveis.

Para fazer download do arquivo em formato PDF, acesse:
http://sandraelisabeth.com.br/mvp-canvas-design-by-sandra-elisabeth/





terça-feira, 24 de julho de 2018

Quais são os principais custos de marketing?

Por Sandra Elisabeth


Em outros momentos já conversamos sobre o que é marketing. Hoje quero falar sobre os custos de marketing.

É comum os empreendedores misturarem custos de marketing com custos variáveis de produção, principalmente quando o produto é na verdade a prestação de serviços.

A teoria diz que custos variáveis são os envolvidos diretamente na fabricação do produto e serviço e custos de marketing são as saídas de caixa que auxiliam a empresa vendê-los.


Foto de rawpixel
Para facilitar, postarei abaixo os principais custos de marketing:


Produto
  • P&D,
  • Desenvolvimento,
  • Inovação.
 Preço
  • Estudo de preços no mercado
  • Descontos oferecidos
 Promoção
  • Propaganda e publicidade,
  • Visita a parceiros,
  • Manutenção do carro usado nas visitas de parceiros,
  • Material usado nas visitas para parceiros,
  • Cartão de visita,
  • Redes Sociais,
  • Agência de publicidade.
 Praça
  • O aluguel pode ser considerado parte do custo de marketing quando a localização do imóvel é situação sine qua non para a existência do empreendimento.
 Vendas
  • Porcentagem paga aos representantes de vendas,
  • Materiais usados em vendas,
  • Custos de combustível, pedágio, quando a viagem é para visitar o cliente,
  • Manutenção do carro usado pela equipe de vendas.
É importante separar estas despesas, pois assim o empreendedor passa a saber exatamente quanto está investindo em cada centro de custos e comparar os resultados obtidos em cada um deles.

Digo investindo, pois cada um destes custos precisa obrigatoriamente dar retorno a empresa.

E por isto separamos custos de marketing - que oferece retorno financeiro e de vendas - dos custos variáveis, que são aplicados diretamente na fabricação.

Para o fluxo de caixa, não há diferenças no resultado final, mas esta simples ação facilita e melhora a tomada de decisão!