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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Data Storytelling Canvas: conte a história do seus dados

por Stéfano Carnevalli


Data Storytelling é um conjunto de técnicas que orientam uma apresentação de informações e insights de dados para um determinado público. É a forma de contar a história dos seus dados.

Utilizado como uma ferramenta na área de Data Science (Ciência de Dados), o Data Storytelling auxilia os profissionais a ampliarem suas competências e alcançarem melhores resultados na apresentação de suas analises de dados. É a forma de contar a história dos seus dados.



Data Storytelling Canvas


Em 2018 conversando com parceiros da Sýndreams Aceleradora, identificamos a oportunidade de criar uma startup para atuar com Data Science. Fiz parte da fundação da Simples Data e em conjunto com o sócio Raphael Peruccini percebemos a necessidade de ter um processo que auxiliasse a equipe a apresentar melhor as analises de dados.

Há uma dificuldade clara nos profissionais de Data Science ou mesmo de outras áreas em como apresentar suas analises e resultados, e às vezes até como conduzir o trabalho com o cliente.

Reunindo conhecimento de negócio e de apresentações usando técnicas de storytelling, somada a algumas referências bibliográficas chegamos a uma primeira versão da Data Storytelling Canvas. Com ela desenvolvemos um curso sobre o tema (aplicado em algumas turmas) e também conversamos com alguns profissionais do setor para ajustes.

A Data Storyteling Canvas que compartilhamos é a que temos aplicado em nossos trabalhos e também em cursos ministrados para profissionais de diversas áreas. A ferramenta administrativa agiliza o processo e ajuda a alinhar a necessidade do cliente.

Pode ser utilizada para apresentação em uma reunião, para seu supervisor, numa sala de aula, ou mesmo para um grande público.



Áreas de preenchimento

A Data Storyteling Canvas é dividida em 3 áreas:
1.       Apresente sua história
a.       Público-Alvo (Para quem vou apresentar? Qual perfil?);
b.      Objetivos (Qual a pergunta que temos que responder? Para quê? Qual finalidade?);
c.       Apresentação (Como será? Quais recursos disponíveis? Quanto tempo? Quantos participantes?);
2.       Explore os dados
a.       Dados (Quais dados disponibilizados? Quais outros dados serão necessários? Quais fontes? Onde estão armazenadas?);
b.      Análise (Que interpretações têm dos dados? O que surpreenderia o público-alvo);
3.       Construa a história
a.       Tema (Qual tema central da apresentação? Será utilizada alguma metáfora?);
b.      Argumento (Palavras chaves do roteiro da apresentação. Passos do roteiro.);
c.       Personagens (Que tipos gráficos utilizar? Imagens? Textos?).


A Simples Data também está ministrando cursos sobre Data Storytelling.

Vamos disponibilizar em breve a versão PDF para impressão e estamos finalizando um livro sobre o tema. Para ser avisado, por favor, registre seu comentário.



segunda-feira, 22 de abril de 2019

Da série planejamento estratégico: inovar com ou como startup?

Por Sandra Elisabeth


No atual cenário de inovações e mudanças tecnológicas constantes empresas estão buscando se atualizar para manter-se estáveis no mercado.

Esta “corrida tecnológica” tem causado algumas dúvidas em empresas já estabelecidas, que veem seu produto e serviço sendo substituido por inovações criadas por jovens em startups.


Uma pergunta recorrente neste meio é o que fazer para acompanhar as mudanças, com os poucos recursos disponíveis e com a mesma energia e disposição de uma startup!

A sugestão neste caso é atuar com startups ou como startups.

Atuar com startups significa identificar uma equipe de empreendedores que estão desenvolvendo um produto ou serviço que “converse” com as necessidades iniciais da empresa e que juntos possam criar algo relevante para o mercado, sendo vantajoso para ambos. Geralmente este segue um modelo de inovação aberta e tem sido cada vez mais utilizado por grandes empresas para o desenvolvimento e lançamento rápido de inovações.

Já uma atuação como startups significa desenvolver um produto ou serviço inovador, internamente na empresa (com equipe própria), da mesma forma que as startups desenvolvem, pensando em um produto mímino viável e colocando em prática com estratégias de planejamento lean.


Há ainda a possibilidade de se juntar ambas as estratégias, dependendo da expectativa da empresa e dos objetivos finais do processo de inovação.

O mais importante, é que quando a empresa não conegue fechar o ciclo sozinha, deverá buscar parceiros que á auxiliem neste processo.

A Sýndreams Aceleradora é pioneira neste modelo de atuação entre empresas e startups, tendo diversos cases de sucesso, como é possível verificar em seu site. O modelo de planejamento estratégico lean facilita o processo de inovação interna das empresas e de startups, aumentando a probabilidade de sucesso!

Tomar a decisão se a inovação deverá ser aberta (com startups) ou fechada (como startups) precisa ser pensada e estruturada internamente pela diretoria da empresa para que não haja arrependimentos futuros.

Geralmente esta decisão acontece durante o processo de inovação de produtos, já que inicialmente, nem sempre se sabe o que será desenvolvido, partindo apenas do desejo de se fazer algo novo.

A dica de ouro é sempre começar lean, com os recursos físicos e financeiros disponíveis, reconhecendo o mercado e ouvindo o feedback dos clientes para que se crie algo representativo para o público alvo e lucrativo para a empresa.

Bons negócios a todos!

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Transformação digital: a análise de dados na indústria 4.0

por Stéfano Carnevalli



Estamos vivendo uma era de crescimento exponencial e a quarta revolução industrial (indústria 4.0) está provocando uma série de transformações no nosso dia a dia. Em cada etapa dessa transformação, para auxiliar as tomadas de decisão, há hoje uma abundância crescente de dados, no entanto, surge um paradigma: como qualificar nossas perguntas que mais importam para sermos mais assertivos.

Na primeira parte desse artigo relato sobre a relação de quatro eixos da transformação digital na empresa com a análise de dados. Na segunda sobre como o “self service business intelligence” ajuda a o processo com as equipes, provocando uma mudança de mindset.

O mundo digital está avançando rapidamente. E para termos sucesso em nossos negócios devemos acolher essa transformação digital que engloba quatro eixos:

  • Capacitar às equipes
  • Envolver os clientes
  •  Inovar produtos e processos
  •  Otimizar as operações
Treinamento para equipe da Arcelor 2018

Nesse contexto a analise de dados na indústria 4.0 precisa ser um processo contínuo e inserido em toda equipe da empresa.  As lideranças precisam ser treinadas para compreensão dos dados e conseguirem comunicar as informações extraídas e principalmente identificarem os insights.

Na análise de dados os insights são mais que intuições, são percepções ampliadas dos acontecimentos, servindo principalmente para uma análise preditiva.

Os insights que vão gerar novas perguntas qualificadas e que permitirão a essa equipe ajustar ou incluir mais pontos de coletas de dados de forma inteligente e mais eficiente. Tecnologias de IOT e a Inteligência Artificial, nosso mecanismo de mineração de dados, ajudaram essas lideranças a ampliarem seu escopo e obter os resultados na velocidade necessária. Nesses quesitos a aproximação com startups pode acelerar mais ainda os resultados.

IOT e IA na Indústria 4.0
O envolvimento dos clientes é o que possibilita mais coleta dados  para gerar informações dos seus hábitos, desejos e até “adivinhando” necessidades futuras. A empresa consegue com esses insights inovar em produtos e processos, otimizar suas operações, sempre a partir da demanda real dos clientes. 

Na indústria 4.0 precisamos ajudar nossas equipes a compreenderem essa nova forma de trabalhar com os dados.  Quanto mais pessoas capacitadas para analisar os dados, mais rápido as empresas avançam na transformação digital.

Self Service Business Intelligence


Evento Microsoft "Transformação Digital" 2018
Tecnologias digitais e ferramentas de análise de dados precisam estar no dia a dia das equipes. As soluções de self service business intelligence têm auxiliado a transformação digital na empresa por que ampliam a capacidade de analise de dados rapidamente.

O conceito de Self Service BI (inteligência de negócios de auto-atendimento) é definido como usuários finais criando e implantando seus próprios relatórios e análises dentro de uma arquitetura e ferramentas aprovadas e suportadas pela equipe de tecnologia de informação, que pode estar dentro da empresa ou terceirizada com especialistas.

Ferramentas como Microsoft Power BI, Tableu ou Qlik, permitem que profissionais de diversas áreas desenvolvam rapidamente suas análises e demandem novas coletas ou grupos de dados. Por exemplo, para alguns profissionais migrar do Excel para o Power BI é mais que apreender um novo programa, é ampliar sua visão de negócios analisando dados de diferentes fontes de forma rápida. 

Curso de Power BI capacita profissionais de diversas áreas da empresa.
Quando unimos a inteligência de negócios, de vendas, de recursos humanos com a inteligência de desenvolvimento de tecnologia de informação conseguimos fazer com que a empresa dê um salto exponencial em suas operações e resultados.

Para os profissionais de todas as áreas da empresa, a oportunidade está em apreender e utilizar essas soluções como parte de suas competências e habilidades. 




segunda-feira, 8 de abril de 2019

Da série Planejamento Estratégico: A matriz de Ansoff ou matriz produto/mercado

Por Sandra Elisabeth


A Matriz Ansoff foi desenvolvida por Igor Ansoff em 1965. Nascido na Rússia, foi para os Estados Unidos, onde atuou como consultor e professor. Era estudioso de Peter Drucker e Alfred D.

Apesar de “antiga” a Matriz de Ansoff é muito utilizada até hoje por empresas e startups que desejam ampliar seus mercados de atuação.


Produtos
Existentes
Novos
Mercados
Existentes
Penetração de mercado
Desenvolvimento de produtos
Novos
Desenvolvimento de mercado
Diversificação

Com esta matriz a empresa ou startup poderá tomar quatro decisões diferentes:


1ª Ampliar suas vendas, oferecendo os mesmos produtos para o mesmo mercado, tirando cliente dos concorrentes diretos, ou seja, realizando a penetração de mercado. Neste caso, a empresa poderá chamar a atenção dos clientes com investimentos em publicidade e propaganda, programas de fidelidade ou até mesmo promoções que chamem a atenção do público que já compra da empresa.

Perceba, que não mexemos no público alvo! Este continua sendo o mesmo, assim como o produto!

Neste modelo de estratégia não há nenhum tipo de inovação!


Produtos Existentes
Mercados Existentes
Penetração de mercado

2º Oferecer seus produtos e serviços para um novo mercado, ou seja, desenvolver mercado, identificando quais as necessidades e desejos de novos públicos alvos a empresa pode atender com o que já tem hoje.

Esta possibilidade, diz respeito apenas uma inovação de atendimento, vendendo por app; ou de nova estratégia de precificação, deixando o produto mais barato, por exemplo.


Produtos Existentes
Mercados Novos
Desenvolvimento de mercado

3º Desenvolver novos produtos e serviços para atender os mesmos clientes, ou seja, trabalhar com o desenvolvimento de produtos. E aqui entra o método lean startup e o planejamento estratégico lean!

A implantação deste modelo é mais simples, pois a empresa e startup já tem contato com o cliente e conhece suas necessidades e desejos, facilitando o processo de inovação do produto.


Produtos Novos
Mercados Existentes
Desenvolvimento de produtos

4º E por fim, oferecer um novo produto para um novo mercado, ou seja, diversificar! A empresa poderá tanto diversificar, criando uma segunda linha de produtos mais baratos, que são produtos diferentes para públicos distintos, ou ainda, desenvolver algo completamente inovador, que atenderá necessidades distintas do mercado. O melhor exemplo é o da criação do PagSeguro em 2008 pela UOL. Perceba que o público da UOL e o serviço por ela prestado são bem diferentes do mercado do PagSeguro e do serviço disponibilizado por este. O que houve foi uma inovação total de produto e mercado!

Lembre-se que a melhor estratégia para sua empresa e startup sempre será a que melhor atende as necessidades da empresa versus o que o cliente espera.


Produtos Novos
Mercados Novos
Diversificação

Uma boa análise de mercado e de conhecimento do público alvo auxiliam no processo de tomada de decisão!


terça-feira, 2 de abril de 2019

Startups x empreendedores x sucesso: como unir para conquistar?

Por Sandra Elisabeth


Uma startup de sucesso é aquela que validou seu produto, serviço e modelo de negócios no mercado e está ganhando dinheiro com suas vendas!


É claro que para isto acontecer é necessário preparo e disciplina por parte dos empreendedores e planejamento por parte da startup.

Sem estes itens é difícil sobreviver na atual conjuntura economica e de concorrência, já que a todo momento surgem novas tecnologias e produtos, não é mais possível “filosofar” se uma ideia será ou não boa, se vai ou não dar certo!


É preciso colocar a “mão na massa”, criar e testar no mercado para validar a ideia que se teve. Este processo tem que durar no máximo três meses! Qualquer coisa superior a este prazo corre o risco de morrer prematuro ou ainda de ser engolido pela concorrência!

Não faz muito tempo, um aluno me questionou sobre uma tecnologia específica que “poderia” existir para facilitar a vida dele! Uma semana depois, eu recebi um e-mail de apresentação de uma startup que já estava desenvolvendo tal tecnologia!

Se tudo acontece muito rápido, o planejamento também o deve ser, ou seja, continuamos precisando nos planejar, porém com mais velocidade e acertividade.



O Planejamento Estratégico Lean (uma junção do Lean Startup, Análise SWOT, Canvas, MVP, 5W2H e Orçamento Financeiro) oferece a possibilidade de planejar e executar o planejado em três meses, devido as etapas acontecerem simultaneamente.

Este modelo é testado e validado continuamente nas startups e empresas que passam pelo processo de pré-aceleração e aceleração da SýndreamsAceleradora. O objetivo é bem claro: ao final do processo de pré-aceleração é obrigatório ter-se um produto ou serviço para vender. Já na aceleração, o objetivo é a startup ter ganhado tração!


Sendo assim, a fase do planejamento da startup tá bem resolvido! Agora é o momento dos empreendedores se prepararem e terem a disciplina para colocar o planejado em prática!


Vamos em frente?!