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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Podcast sobre Data Storytelling

Por Sýndreams

Desta vez, foi nosso mentor e diretor Stéfano Carnevalli que gravou um Podcast sobre Data Storytelling para a ação USF at Home da Universidade São Francisco.

Ele foi entrevistado por Sandra Elisabeth sobre o que é Data Storytelling e como contar a história dos dados.

Esta ação da Universidade São Francisco tem como objetivo levar informação e conhecimento aos alunos, ex-alunos e toda comunidade que segue a USF nas redes sociais.

Confira a seguir o o podcast:



sexta-feira, 24 de abril de 2020

Podcast sobre Indústria 4.0

Por Sýndreams

Nossa mentora e diretora Sandra Elisabeth gravou um Podcast sobre Indústria 4.0 para a ação USF at Home da Universidade São Francisco.

Esta ação tem como objetivo levar informação e conhecimento aos alunos, ex-alunos e toda comunidade que segue a USF nas redes sociais.

Confira a seguir o que ela disse sobre Indústria 4.0:


segunda-feira, 20 de abril de 2020

Como ler o Business Model Canvas

Por Sandra Elisabeth

Já perdi as contas do número de empreendedores e empresários que me perguntaram “porque” o Business Model Canvas é preenchido de trás para frente ou da direita para esquerda.
E após nove semanas discutindo como se preenche o Canvas e deixando dicas para facilitar o entendimento da ferramenta, achei importante apresentar como se faz a leitura do documento Business Model Canvas e explicar os motivos da maneira como o escrevemos.

Todos sabem que o coração do Modelo de Negócios Canvas é o Cliente; e que é a partir do conhecimento dos desejos (proposta de valor) deste que se desenvolve um produto e serviço inovador.

Ora, se o empreendimento deve ser criado para atender o Cliente, é necessário primeiro conhece-lo, e por isso começamos preencher o Canvas do lado direito, onde se encontra o quadrante de clientes.

E daí surge a pergunta: “Porque o quadrante Clientes não fica do lado esquerdo do Canvas?”

E a resposta está na forma como leremos o documento depois dele escrito.

Perceba que o Business Model Canvas é uma ferramenta administrativa e gerencial que tem como objetivo auxiliar o empreendedor a desenvolver seu Modelo de Negócio, complementando o documento do Plano Estratégico. Sendo assim, após finalizado o preenchimento da ferramenta, o que está escrito nela se torna um documento e por isso precisará ser lido com alguma lógica!

Então, vamos ao que interessa: Como ler o Business Model Canvas!

Observe o gráfico a seguir:

O empreendedor deve começar o empreendimento buscando os Parceiros Chaves e apresentando o negócio para eles, fechando as parcerias e alinhando com estes as expectativas do trabalho a ser realizado.

Depois, o empreendedor precisa simultaneamente realizar as Atividades Chaves e obter os Recursos necessários para produzir e entregar o produto ou serviço aos seus clientes. Neste caso um não é mais importante do que o outro! Ambos precisam ocorrer em conjunto.

Quando as Atividades são realizadas com os Recursos disponíveis, a Proposta de Valor do cliente começa a ser atendida, já que a empresa está produzindo os produtos e serviços desejados pelos clientes.

Tudo isto gera Custos, e a empresa precisa estar preparada e conhecer quais são os custos que terá para tirar sua ideia do papel e fazer a empresa acontecer.

Com os produtos e serviços mínimos viáveis prontos, é hora de começar a realizar as vendas, utilizando os Canais e mantendo o Relacionamento com os Clientes. Aqui também será realizado tudo simultaneamente, a final assim que o cliente realiza a primeira compra a startup precisa começar a se relacionar com este para idealizá-lo.

E durante o processo de vendas, ouvir o Cliente e rever se estamos compreendendo ele corretamente será muito importante para decidir a necessidade ou não de Pivotar o negócio…

E claro que as vendas e o bom atendimento aos clientes irá trazer Receitas que sustentarão a empresa, fazendo o ciclo construir – medir – aprender continuar.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Trilha Business Model Canvas: Estrutura de Custos

Por Sandra Elisabeth

E chegamos ao final do Business Model Canvas! É hora de levantar as principais fontes de custos que o empreendimento terá!



No Canvas, não é necessário levantar os preços das estruturas, mas sim os itens que geraram os custos da empresa. E claro que no planejamento final é obrigatório saber os custos de cada um deles.

Dividindo em partes, primeiro se insere as estruturas de custos, ou seja, o que tirará recursos financeiros da empresa.

Esta fase é bem simples, basta seguir a seguinte equação:

Onde:
  • Recursos Chaves: são os itens que a empresa deve ter para produzir os produtos e serviços. Geralmente estes recursos podem ser comprados (máquinas e equipamentos), alugados (prédio; sala da empresa) ou recorrentes (Internet, telefone, energia).
  • Atividades Chaves: são todas as ações que o empreendedor deverá fazer para transformar a ideia em realidade. Atividades de vendas, por exemplo, geram custos de visita (combustível, material de papelaria). Atividades produtivas geram custos de mão de obra e treinamento. E assim por diante.
  • Parceiros Chaves: são as pessoas, empresas e entidades que auxiliam o empreendedor a aumentarem suas vendas. Alguns parceiros, como entidades de classe tem mensalidade, que se soma a Estrutura de Custos. Porém, participar delas pode reduzir alguns Custos, como o de visitas de apresentação, de treinamento e capacitação, entre outros, dependendo da área de atuação da empresa e a entidade que o representa. E por isto somamos os custos que as parcerias poderão gerar e subtraímos os custos que poderão reduzir.
Outros custos podem estar escondidos nos quadrantes de Canais e Relacionamento com o Cliente.


Por isso é importante revisar os quadrantes do Canvas se perguntando se os itens inseridos nos quadrantes geram algum custo.

Se a resposta for sim, gera custo! será necessário primeiro identificar se o item é uma Atividade Chave ou Recurso Chave antes de inserir na Estrutura de Custo.

Este passo é importante para o empreendedor verificar se o que está inserido nos Canais e Relacionamento com Cliente realmente é “C H A V E” para o negócio. E se for, é necessário estar descrito corretamente no Canvas.

E claro se não estiver em nenhum dos quadrantes do Business Model Canvas NUNCA aparecerá na Estrutura de Custos.

Não vale inserir na Estrutura de Custos e depois colocar nas Atividades Chaves, por exemplo, só para afirmar que é importante!

A ideia do Canvas é ter os itens principais listados e elencados em um único documento!

Como o Business Model Canvas é a ferramenta utilizada como base para o desenvolvimento do Produto Mínimo Viável é preciso que este seja elaborado com o pensamento no “mínimo viável para se tirar a ideia do papel”.

Assim, se a fachada do prédio não interferir na proposta de valor do cliente, a reforma da fachada não é uma Atividade Chave e muito menos fará parte da Estrutura de Custos.

Caso o empreendedor deseje fazer a reforma da fachada mesmo assim, ele pode, porém não irá aparecer no Canvas por se tratar de algo que não impacta no resultado do negócio.

Agora, se a fachada é importante para o Cliente e gera Valor Real, a reforma da fachada passa a ser Atividade Chave e, portanto fará parte da Estrutura de Custos.

Perceba que o Business Model Canvas está amarrado ao Cliente e à Proposta de Valor do Cliente!

E o momento de preencher a Estrutura de Custos é a hora da revisão do documento como um todo.

Pronto! Canvas finalizado. Agora é só colocar em prática tudo o que você escreveu.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Trilha Business Model Canvas: Parceiros Chaves

Por Sandra Elisabeth

Antes de qualquer coisa, é preciso diferenciar fornecedor de parceiro.

De acordo com o dicionário Michaelis, fornecedor significa:

1 Que ou aquele que fornece algo. 
2 Que ou aquele que fornece produtos ou bens de consumo com regularidade a alguém. 
3 Que ou o que fornece ou produz.

Já, de acordo com o mesmo dicionário, parceiro significa:

1 O que está em parceria por interesse comum, geralmente em negócios; cúmplice, sócio.

No dia a dia é comum escutar que é necessário transformar o fornecedor em parceiro, fazendo com que ele entenda o que a empresa precisa e oferecer os produtos e serviços com a qualidade esperada, no tempo certo, etc.

Ora, o que se espera de um fornecedor é que ele atenda a qualidade, os prazos, as normas, independente de qualquer outro fator.

E se um fornecedor é muito importante para um negócio, no Business Model Canvas devemos inserir este fornecedor em Recursos Chaves! Mesmo porque este fornecedor irá cobrar valores monetários do que está sendo entregue, o que é um recurso.

O parceiro chave é aquele que ajuda o empreendedor a ganhar dinheiro, ou seja, auxilia na ampliação do número de clientes ou ainda na redução de custos. Se trata do network que ajuda a fazer o modelo de negócio ser mais eficaz.

Foto de Smartworks Coworking
Vai além das relações de “fazer” e “comprar”; envolvendo a colaboração em atividades de promoção que podem beneficiar ambas as partes.

Os principais motivos para uma empresa ter Parcerias são:


Os riscos de uma parceria mal feita são grandes, por isso alguns cuidados são importantes, tais como:
  1. Teste de compatibilidade: as instituições que estão procurando oportunidade de se associar têm, entre si, plena compatibilidade de princípios, de valores, de cultura, de estratégias, de modus operandi, de rapidez de resposta e de porte?
  2. Teste de mercado: a associação pretendida aumentaria significativamente a competitividade das empresas no mercado?  Ficará mais competitiva aos olhos do mercado?
  3. Teste da empatia: há um canal de comunicação franco, sincero, rápido, flexível e efetivo nos mais altos níveis de cada instituição, para tratamento e solução rápida e satisfatória dos problemas operacionais inevitáveis, que acabam ocorrendo em qualquer parceria duradoura?
  4. Teste da interdependência: a parceria vai “amarrar” pelo menos uma das partes de maneira inaceitável e constrangedora, de tal forma que ela perca totalmente sua autonomia? Ou ela ainda terá́ condições de continuar operando, com certo grau de independência, ao menos em algumas áreas combinadas? Nesse caso, a redução natural dos graus de liberdade provocados pela associação está explicita e é aceita formalmente por ambos os pretendentes?
Para operar em rede ou em parceria é necessário buscar as melhores em suas respectivas classes; manter o foco nas competências básicas de cada uma e operar como se fosse uma seleção olímpica.

Foto Klara Kulikova
Lembrando que:
  • A rede deve ser mais forte e mais competitiva do que a simples soma dos resultados das ações de cada instituição individualmente (sinergia positiva);
  • É preciso cooperar dentro da rede para poder competir externamente;
  • As redes precisam ser administradas adequadamente para tratamento de eventuais dificuldades operacionais que inevitavelmente surgem no dia-a-dia.
Reforçando que sinergia é o resultado global obtido com uma ação combinada ou concomitante de dois ou mais fatores diferentes do somatório dos resultados que se obteriam com o resultado da ação isolada de cada um dos fatores.


Esse “algo mais” que se obtém pelo resultado de ações combinadas é chamado de sinergia positiva. Porém vale dizer, desde já́, que o tal “algo mais” pode, em determinadas situações, tornar-se “algo menos”, que, nesse caso, é chamada de sinergia negativa.

Um parceiro é aquele que acrescenta valor em sua empresa ou negócio! Ambos irão ganhar algo com a aproximação.

Por exemplo, nos modelos de negócios B2B indicamos como parceiros importantes as entidades de classe, como FIESP, CIESP e Associações Comerciais, pois englobam uma grande quantidade de outros empresários e negócios que podem auxiliar no crescimento do empreendimento.

A pergunta principal que se reponde no quadrante dos Parceiros Chaves é: “Quem são nossos parceiros e provedores fundamentais?”. Com isto respondido finalizamos o oitavo passo de preenchimento do Business Model Canvas.