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terça-feira, 17 de julho de 2018

Quanto custa captar recursos em uma startup?

Por Sandra Elisabeth


Captar recursos é sempre uma tomada de decisão importante na empresa, seja ela uma startup ou uma grande empresa. Sabemos que existem várias possibilidades e fontes de recursos, desde as oferecidas por bancos até a possibilidade de lançar ações na bolsa de valores.

Mas qual a melhor opção? Captar recursos de terceiros ou de investidores?


Foto de rawpixel
Antes de qualquer resposta, é importante ressaltar que ambos possuem vantagens e desvantagens:


Buscar recursos com terceiros exige que a empresa seja organizada financeiramente e consiga gerar fluxo de caixa suficiente para pagar a dívida na data combinada e ainda consiga arcar com os juros cobrados.

Já no caso de captar investimentos (investidores anjos ou venture capital), requer que a startup não tenha dívidas trabalhistas ou com o governo e que demonstre capacidade de pagar dividendos à estes.

Veja que em ambos os casos, terceiros e investidores, existe a expectativa de ganhar mais sobre o dinheiro emprestado ou investido, seja em formato de juros ou de dividendos.

Isto é muito importante no momento da decisão, pois muitos empreendedores partem do pressuposto que o investidor está “dando dinheiro” para o negócio, quando a realidade é muito diferente.

Dependendo do caso é muito mais difícil trabalhar com o dinheiro do investidor, devido as exigências e cobranças que este terá do que com recursos de terceiros (bancos).


Por isso, antes de tomar esta decisão faça as contas, analise cada ponto de vantagem e desvantagem e lembre-se que independente do modelo escolhido você vai sim ter que pagar “juros” do dinheiro captado.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Empreendedorismo: a profissão do futuro

Por Sandra Elisabeth


Existe uma preocupação muito grande com relação a qual será a profissão do futuro, o que o jovem que está estudando hoje fará daqui a 10 ou 15 anos.

Sabemos que é uma pergunta difícil de responder, porém algo é muito claro: o senso de empreendedorismo fará diferença entre os que vão se manter em um emprego e os que estarão fora do mercado.

Foto de João Silas
Em uma pesquisa recente da Economist Intelligence Unit foi levantado as principais competências que devem ser aprendidas hoje para lidar com o mundo em transformação.

A primeira delas é liderança; espera-se que mais do que simplesmente saber trabalhar em equipe profissional do futuro saiba liderar uma equipe e também se auto liderar.

A segunda competência levantada é a de senso empreendedor, ou seja, ter coragem de correr alguns riscos, ter atitude, ser auto gerenciável e principalmente saber lidar com os altos e baixos do mercado, atuando como o empreendedor em seu local de trabalho.

Além destas duas habilidades será necessário ainda que o profissional do futuro tenha a interdisciplinaridade; habilidades digitais; seja criativo; tenha senso analítico e ainda uma consciência global e cívica.

Tudo isso significa dizer que independente da carreira escolhida e do conhecimento técnico que se tenha; as habilidades e atitudes empreendedoras farão diferença para quem desejar ter os melhores empregos e melhores salários do futuro.

Isso não significa dizer que as habilidades técnicas deixam de ser necessárias, mas que elas passam a ser secundárias na rotina do trabalho diário do profissional do futuro.

Lembrando que as profissões que dependam única e exclusivamente de técnicas, tais como cálculo, análise de leis, leituras ou preenchimento de documentos; praticamente serão extintas, restando apenas as que dependam do pensamento humano e da tomada de decisão, características muito comuns nos empreendedores.