Páginas

terça-feira, 26 de junho de 2018

O ciclo de vida das Startups

Por Sandra Elisabeth


Todas as empresas têm ciclos de vida, e com uma startup não é diferente.

No meu livro “Planejamento Estratégico Lean” deixo até algumas indicações para quando uma startup deixa de ser “S T A R T U P”!

Em uma pesquisa recente, publicada pela revista Exame (Edição Especial 1.162 Indústria 4.0), fica claro este ciclo de vida! A pesquisa aponta que a maioria já validou seu modelo de negócios e agora começou a escalar.

Pelo gráfico apresentado abaixo, nenhuma das startups brasileiras atingiu esta maturidade, porém já estão bem próximas disto acontecer!

É importante compreender o que é uma empresa madura: “é aquele empreendimento que já atingiu seu break-even, já pagou seus custos de desenvolvimento do produto ou serviço e tem uma carteira de clientes digna de ser chamada de ‘carteira’”.

Comparação ciclo de vida startups x empresas
Adaptado de Kotler(2012), Elisabeth e Calado (2017) e Censo Startup StartSe (2017)

A partir deste momento, a empresa começa a entrar no ciclo de amadurecimento e precisa estar preparada para lançar novos produtos e serviços no mercado. Não é porque a empresa possui novidades que ela se torna uma startup.

Na verdade, existem muitas empresas maduras que estão inovando como startups, ou seja, utilizam-se das metodologias ágeis e enxutas das startups para realizar novos desenvolvimentos. IMPORTANTE: fazer isto não as tornam startups!!!

Isto porque a empresa já validou seu produto no mercado, não há mais incertezas sobre a permanência da empresa no mercado, haja vista, que ela tem um produto ou serviço muito bom sendo vendido no mercado, suas contas estão pagas e este produto ou serviço trás retorno suficiente para a empresa fazer novos investimentos.

Em resumo, toda startup nasce, cresce, fica grande e amadurece! E caso não continue investindo seus lucros em inovações, vai envelhecer e morrer, como tantas outras empresas existentes no mundo!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Sýndreams na Semana do Conhecimento da Arcelor Mittal

Por Sýndreams

A Sýndreams Aceleradora esteve presente na Semana do Conhecimento da ArcelorMittal, que aconteceu de 11 à 15 de junho. O objetivo do evento era apresentar aos funcionários os avanços da tecnologia aplicada para Industria 4.0 e conteúdos que contribuem para formação profissional.

Josiel (Arcelor), Stéfano (Syndreams), Quesia (Arcelor) Sandra (Syndreams) e Iago (Arcelor) 


Uma das palestras apresentadas pelo Diretor da Sýndreams, Stéfano Carnevalli, "Industria 4.0: Desafios e oportunidades" demonstrou o avanço e atual estágio da industria no Brasil, levando aos participantes a pensar e agir como uma startup, para poder inovar na velocidade atual do mundo.

  
Palestra Industria 4.0 por Stéfano Carnevalli, Sýndreams Aceleradora.
A Sýndreams demonstrou em seu stand como as industrias podem se aproximar de startups para acelerar soluções e inovações necessárias. Sandra Elisabeth, Diretora da Sýndreams apresentou a metodologia Lean Startup utilizada por startups e empresas de diversos tamanhos e seguimentos.



Junto com a Sýndreams, a startup Food Serve, que atualmente está em nosso processo de pré-aceleração, mostrou aos colaboradores que é sim possível transformar uma ideia em algo palpável e real em um período de 3 meses, usando claro as ferramentas e métodos corretos.


A Sýndreams Aceleradora vêm exercendo um papel fundamental na aproximação de startups com industrias e fortalecendo o processo de inovação rumo a Industria 4.0.

-------------------

Converse com a equipe da da Sýndreams sobre Industria 4.0 e aproximação de startups:
criativa@syndreams.com.br

terça-feira, 12 de junho de 2018

A indústria 4.0

Por Sandra Elisabeth


É muito comum as pessoas confundirem indústria 4.0 com uso de tecnologia de ponta. Isto acontece, é fato, pois para se chegar à Indústria 4.0 é necessário passar pela Indústria 3.0 (automação, robotização, etc).

De acordo com a CNI, no Brasil, 76% das fábricas se encontram no estágio da Indústria 1.0 ou 2.0 (Veja abaixo o comparativo entre as Indústrias abaixo):


Neste cenário, é fácil entender porque tem tantas pessoas que ainda acham que Indústria 4.0 é sinônimo de tecnologia. Claro que sem a tecnologia fica difícil atender os pré-requisitos básicos da Indústria 4.0, porém ela é muito mais do que isto.

A Indústria 4.0 usa as ferramentas de tecnologia para compreender melhor o cliente e assim conseguir atende-lo de maneira mais eficiente e eficaz.

Por exemplo, o simulador de voo da Embraer resolveu um grande problema do cliente: uma espera de 8 anos para um novo modelo de aeronave estar pronto! Hoje, com o simulador esta espera caiu 30% e é claro que também auxiliou a empresa com redução de custo, possibilidade de tocar mais de um projeto ao mesmo tempo e diminuição de retrabalho – já que no simulador é possível fazer todos os testes, incluindo nível de combustível gasto e ruído do motor.

Veja, a Embraer utilizou tecnologia em prol de atender uma demanda do cliente!

A própria tecnologia de impressão 3D que vem crescendo a cada dia que passa, mostrando que a ideia é atender mais rapidamente a demanda do cliente, fazendo algo da forma que ele deseja. E não pensem que a impressão 3D ainda está no “plástico”... já temos impressão de casas, de roupas e calçados e existem ainda uma tentativa de impressão de avião em fibra de carbono!

Tudo isso para se aproximar mais da chamada manufatura descentralizada, que é exatamente o contrário do proposto por Ford no século XX.

Agora, o que todos sabem é que precisamos inovar em nossas fábricas, não apenas para chegar na era da Indústria 4.0, mas principalmente para sobreviver enquanto empresa.

A única verdade estabelecida até o momento, segundo dados da CNI, é que no Brasil apenas 2% das fábricas estão preparadas para o futuro, prontas para inovar e atender o cliente como ele deseja.

Minha pergunta, neste cenário é se sua empresa está entre os 2% ou entre os demais 98%? Saiba que com a Internet e com o mundo cada vez mais globalizado, seu cliente poderá te substituir muito rapidamente se você não inovar!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O que as aceleradoras fazem?

Por Sandra Elisabeth


O papel das aceleradoras é o de auxiliar o empreendedor a ir mais longe com seu negócio, ou seja, fazer com que a ideia (se ainda no papel) transforme-se em realidade e cresça de maneira sustentável.

¹Produto Mínimo Viável
O que significa tirar a ideia do papel?

Significa usar ferramentas administrativas para fazer o planejamento do empreendimento de forma que o empreendedor consiga com seus pontos fortes e aproveitar as oportunidades existentes no mercado e parar de pensar no “e se eu tivesse…”.

Assim a aceleradora mentora e orienta as startups para que desenvolvam modelos de negócio, produtos ou serviços viáveis e inovadores.

O desenvolvimento de produto, por exemplo, software é sempre de responsabilidade da Startup que o fará sobre orientação dos mentores.

Após os produtos estarem sendo vendidos no mercado a aceleradora auxilia o empreendedor a encontrar um investidor anjo que possa trazer smart money para o seu empreendimento.

De maneira bem simples e resumida esse é o papel das aceleradoras na vida de uma Startup: fazê-las crescer rápida e sustentavelmente no mercado!